Goiás e Corinthians quebram recordes

Além de conquistar a sua melhor classificação (3º), nos 32 anos em que disputa o campeonato Brasileiro, o time do Goiás vai terminar o ano com os cofres cheios de dinheiro embora não tenha ganho nenhum título nos três campeonatos que disputou: foi vice no Goianão, eliminado pelo Corinthians na Taça Sul-Americana, e agora terceiro colocado no Brasileirão. "Não se mede uma equipe de futebol somente pela rentabilidade financeira e de títulos", defende Raimundo Queiroz, presidente do Goiás. "Na verdade, o Goiás começa a ganhar visibilidade no País e isso, para nós, não tem preço", diz o presidente Raimundo Queiroz, que não revelou a receita acumulada pelo Goiás este ano. Estima-se que, na pior hipótese, zerou a renda com as despesas milionárias, não está devendo impostos ao Estado ou Fisco. E os salários do elenco de 33 jogadores e a Comissão Técnica, com ou sem "mala-branca", começou a ser pago hoje, com dois dias de atraso. Carteiradas - O time do Goiás ainda ganhou nas transmissões dos jogos pela tevê, pela participação em dois jogos pela Sul-Americana. E os movimentos das torcidas e dos bastidores mostram e os números confirmam: a partida entre Goiás x Corinthians, domingo no Serra Dourada, será o jogo da quebra de recordes: Renda superior a R$ 400 mil, segundo estimativas do diretor-financeiro do Goiás, Silvio de Oliveira. "Após a distribuição das cotas (borderô) a renda será toda do Goiás", disse ele. O dirigente entende que, nas bilheterias, o jogo Goiás x Corinthians seria o detentor do maior público e renda dos últimos anos - se não fossem as "carteiradas" das autoridades. "Em Goiás, como no resto do País, existe uma lei que dá livre trânsito aos policiais e outras autoridades civis nos estádios; basta dar a ´carteirada´ para ter acesso, e estes não pagam ingresso", afirmou Silvio de Oliveira. "Isso significa que cerca de sete mil ingressos foram retirados das vendas nos guichês". 168 mil latinhas - Dentro do Serra Dourada, e antes da partida final do Brasileirão começar, já se produziu um fenômeno: O aumento no consumo de cervejas é de 40%. Em cálculos feitos pelos revendedores de bebidas, acredita-se que serão vendidas 168 mil latinhas de cervejas, dois mil litros de refrigerantes e 15 mil litros de sucos diversos, além de salgadinhos e sanduíches. Só a Schincariol, que tem uma fábrica em Goiás e detém 60% do mercado interno do estádio que é formado por 22 bares, as vendas de latinhas de cerveja aumentaram em cerca de 44%, de acordo com informações do escritório da empresa baseada em Goiânia. E, na grande área de estacionamentos, deverão estar duas centenas de ônibus, todos com os Gaviões da Fiel: "Não há nada parecido, nem mesmo no jogo da seleção brasileira estiveram tantos ônibus no pátio", diz Talles Ramalho, gerente- geral do estádio Serra Dourada. Imprensa - O presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de Goiás, José Pedro, revelou que todas as cabines de rádio e tevê, equipadas com ar-condicionado, já estão reservadas: "Não há mais lugar para os jornalistas", disse hoje.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2005 | 18h29

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