Katarina Stoltz/Reuters
Katarina Stoltz/Reuters

Gol contra nos acréscimos tirou 'geração de ouro' da Finlândia da Copa

Equipe de astros como Litmanen e Hyypia jamais levou o país a disputar torneios internacionais, feito que pode ser alcançado só agora

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2019 | 10h30

A Finlândia se aproxima do feito inédito de disputar uma competição internacional sem contar atualmente com uma geração considerada a melhor da história. O elenco mais badalado e respeito do país se formou nos anos 1990 e começo dos anos 2000, quando chegou a ficar perto de vaga das principais competições e tinha como craque o meia Jari Litmanen.

O principal nome da Finlândia teve uma carreira vencedora. Campeão da Liga dos Campeões pelo Ajax e com passagens ainda por Liverpool e Barcelona, o jogador estava em campo na partida mais triste da história. Em 1997, a Finlândia precisava vencer em casa a Hungria para garantir vaga na repescagem final para a Copa da França, no ano seguinte. O placar era de 1 a 0 a favor até os acréscimos, quando o time sofreu um gol contra.

Quem também fazia parte desse elenco era o zagueiro Sami Hyypiä, ídolo do Liverpool, onde ganhou a Liga dos Campeões, em 2005. Durante a mesma era fizeram parte da seleção nomes como os goleiros Niemi e Jääskeläinen e o atacante Forssell, todos com passagens pelo futebol inglês.

"Todo mundo esperava que a geração de ouro, a do Litmanen, conseguisse se classificar para um torneio. Nós não temos os mesmos grandes nomes e estrelas, mas temos conseguido jogar bem", disse o capitão da atual seleção, o volante Tim Sparv, ao Estado. "Até hoje na Finlândia as pessoas tratam o time do Litmanen como o melhor da história da Finlândia. Mas quem sabe agora isso possa ser superado pela seleção atual", afirmou o atacante Lucas Rangel, que atua no KuPS.

A boa chance de vaga para a próxima Eurocopa tem ainda como aliada a sorte. A Finlândia escapou de cair em um grupo forte nas Eliminatórias, sina que se repetiu por muitos anos. O único concorrente tradicional foi a Itália. De resto, Grécia, Armênia, Bósnia e Liechtenstein não foram páreos até agora na disputa da campanha.

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