Goleada fez bem à defesa são-paulina

A goleada sobre o Paraná fez bem ao sistema defensivo do São Paulo, que começou a ser tão criticado nos últimos jogos. Ontem, pela primeira vez, nas últimas nove partidas, a equipe saiu de campo sem sofrer gols. Melhor do que isso: Lugano saiu lá de trás e apareceu no ataque para guardar o seu, de cabeça. "O time não pode se contentar só com isso. Tem de continuar mostrando equilíbrio daqui para frente e sempre jogar da mesma maneira, de preferência com onze jogadores do início ao fim porque fica muito mais fácil", ressaltou o uruguaio. O zagueiro também não tem dúvidas de que a crise ficou em Maringá. "Não podíamos perder esse jogo de jeito nenhum. Se não começássemos a vencer, o São Paulo não sairia dessa situação. E eu sempre tive a certeza de que o São Paulo era capaz de reagir", disse Lugano. "Fase ruim acontece com qualquer equipe." Outro que saiu em alta com o treinador de campo foi o volante Renan. Coincidência ou não, a sua presença em campo fortaleceu o esquema de marcação e, no segundo tempo, abriu caminho para Cicinho apoiar ainda mais o ataque. "Não acredito que a minha entrada tenha influenciado e por isso o São Paulo venceu. Mesmo quando eu não estava na equipe, o São Paulo vinha jogando bem, marcando muito bem, mas as vitórias não estavam acontecendo", afirmou o garoto. Renan foi chamado de cascudo por Emerson Leão e definitivamente incorporou esse espírito de luta. Seu jeitão também cativou Autuori que não pensou duas vezes em escalá-lo como titular em alguns jogos da Libertadores. Agora, ele volta estar em alta atuando ao lado de Mineiro e Josué. "Dentro do que o professor pensa para os próximos jogos, eu vou estar sempre pronto. Eu tenho um lugar nesse time sim. E já mostrei isso na Libertadores", garante. "E jogar ao lado do Mineiro e do Josué é muito fácil. Eles têm muita técnica, facilidade na saída de bola e isso facilita muito.

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