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Goleada na Vila Belmiro para o Santos ainda mexe com o Corinthians

Equipe reencontra o Santos após derrota por 5 a 1 considerada por Mano como ‘divisor de águas’ na temporada

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2014 | 07h29

O Corinthians volta domingo à Vila Belmiro seis meses depois da goleada por 5 a 1 sofrida para o Santos pela primeira fase do Campeonato Paulista. Para o técnico Mano Menezes, a derrota de 29 de janeiro foi “um divisor de águas na trajetória do Corinthians” sob o seu comando.

Três dias depois do vexame na Vila, mais de cem torcedores invadiram o CT do Parque Ecológico para cobrar empenho e a saída de alguns jogadores. Dos 14 atletas do Corinthians que estiveram em campo – incluindo os reservas que entraram no decorrer do jogo –, metade deixou o clube: Diego Macedo, Paulo André, Guilherme, Rodriguinho, Douglas, Emerson e Alexandre Pato.

Após serem ameaçados pelos torcedores, os jogadores chegaram a cogitar a possibilidade de entrar em greve, mas depois recuaram. Mesmo assim, teve atleta que pediu para ser negociado, com medo da perseguição da torcida, casos de Douglas e Pato. Sem conseguir achar compradores para esses dois atletas, a solução encontrada pela diretoria foi emprestá-los para Vasco e São Paulo, respectivamente, mas continuar pagando parte dos salários da dupla.

Mano retornou ao Corinthians no início do ano com o desafio de renovar o elenco. A ideia era que, ao longo da temporada, jogadores mais velhos fossem substituídos por atletas mais jovens. O treinador, porém, admite que a goleada para o Santos o obrigou a acelerar o processo.

“Pensava em fazer a renovação de forma mais lenta, mas aquele fato mostrou que tínhamos de conduzir essa mudança com mais velocidade.”

Depois daquele clássico, foram contratados nomes como Jadson, Elias, Petros e Romero, atualmente titulares absolutos de Mano. “Na semana seguinte ao jogo, falei que aquilo seria um divisor de águas na trajetória do Corinthians comigo. As alterações foram significativas e hoje nós somos um outro Corinthians”, reconhece Mano.

E justamente pelo fato de a equipe ter mudado bastante em apenas seis meses o treinador prefere não fazer comparações entre o jogo de 29 de janeiro e a partida de domingo. “A história desse clássico vai ser construída com o que as duas equipes fizerem em campo no domingo, e não no passado. Nosso time mudou bastante e está em evolução, será outro jogo. O Santos também mudou”, disse.

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