Goleada não tira tranquilidade do Santos

Os jogadores do Santos se reapresentaram nesta quinta-feira à tarde no CT Rei Pelé, o que não estava previsto na programação do clube, e ficaram 40 minutos no vestiário antes de um grupo ir para o campo e outro para casa. Na saída, o assunto ainda era a derrota para o Paulista por 4 a 0 e os atletas não estavam à procura de um culpado para o mau resultado e tinham um consolo. "Perdemos quando podíamos perder e vamos tirar todas as lições possíveis desse jogo", afirmou o capitão Renato. Esse era o discurso de todos os jogadores. O lateral-esquerdo Léo comentou que "o time não estava numa noite feliz e perdeu; foi melhor que isso tenha acontecido agora do que lá na frente, numa decisão." Ele disse que o grupo assimilou a derrota. "Agora, não tem o que fazer a não ser trabalhar para que não aconteça novamente." Quanto aos quatro gols sofridos, Léo não viu problemas. "A equipe do Santos tem a característica de atacar e quem ataca vai permitir que o adversário também ataque." Mesmo com a derrota, o lateral entende que não há o que mudar no time. "Não é por isso que vamos mudar nossa conduta, vamos continuar trabalhando para marcar mais gols e também para não tomar." Ninguém tinha explicação para a goleada. Léo comentou que o time não entrou relaxado em campo. "Infelizmente aconteceu uma derrota que não estava em nossos planos e não tem o que explicar." Renato prefere encarar o mau resultado como uma grade lição. "Nas derrotas, podemos tirar proveito dos erros que cometemos e nessa partida acabamos dando muito espaço para o adversário, que soube aproveitar." Para Renato, o time foi bem no segundo tempo. "Conseguimos criar algumas oportunidades, não fizemos os gols e saímos com a derrota." E esse foi o primeiro jogo que o Santos não marcou gols na temporada. "Nosso ataque é sempre eficiente, mas fomos infelizes e os gols desta vez não saíram." Renato se lembra de uma derrota pior ainda sofrida pelo Santos, por 5 a 0 para o Corinthians, em 2001. "Eu estava jogando e foi a partida em que os torcedores viraram as faixas de ponta cabeça e nunca vou esquecer esse jogo." Desde a chega de Leão, em 2002, porém, isso não tinha acontecido. "É claro que fica um gosto amargo, a cabeça inchada, mas fica a lição, pois não somos um supertime que vence todas as partidas." O volante Claiton também lembrou que o Santos atua muito ofensivamente há bastante tempo e não deve mudar essa postura. "Não é de hoje que o Santos joga dessa maneira, toma gols, mas temos de ter atenção maior para que não tome tantos numa mesma partida." Quando os gols não acontecem, como na partida contra o Paulista, Claiton admite que a cada minuto as coisas vão ficando mais difíceis. "O clima vai ficando mais tenso, mas o trabalho que realizamos é bem feito e isso nos dá tranqüilidade. Não é uma derrota que vai acabar com tudo." Claiton comentou que a bola estava nos pés dos santistas nos dois primeiros gols. "No primeiro minuto de jogo o Diego escorregou, a bola bateu na defesa e entrou. No segundo, a bola também era nossa, foi falta em Robinho que o juiz não deu e gol." O terceiro surgiu de um contra-ataque. "O importante é que a derrota aconteceu num momento em que podia acontecer e não há culpados por ela: quando o time perde, todos perdemos e somos responsáveis."

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