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Goleiro-artilheiro agora quer ser titular

Herói no empate da Ponte Preta contra o Flamengo e grande destaque da última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o goleiro Lauro nunca tinha imaginado marcar um gol na carreira. Mas ele saiu no domingo, aos 52 minutos do segundo tempo, carregando de emoção o empate de 1 a 1 que teve sabor de vitória. O sonho, agora, do goleiro-artilheiro é muito simples: ser titular do seu clube. Ele não parece distante disso, apesar de brigar pela camisa com um goleiro de seleção brasileira: Alexandre Negri, da sub-23. A verdade é que seu gol contagiou a comissão técnica e Lauro pode ser mantido como titular na partida diante do Juventude, quarta-feira, em Caxias do Sul. "Futebol é moral e seria injusto interromper este momento vivido por ele", admite João Brigatti, treinador de goleiros, que é o responsável pela escalação de goleiro no clube. Brigatti, junto com Abel braga, atravessaram o gramado para vibrar com o goleiro junto à torcida. Em princípio, a comissão técnica já tinha feito um acordo de que Negri voltaria em Caxias. Só não esperava outra grande atuação de Lauro e, muito menos, que ele livrasse o time da derrota com um gol. "Marcar um gol é muito mais emocionante do que defender um pênalti", atesta o goleiro de 22 anos, que nos rachões usa a sua altura de 1,93m para marcar gols no ataque. Ele acha que todos os ajudaram nos sete jogos que foi titular, justamente, por causa da ida de Negri para a Copa Ouro. "Os meus companheiros me ajudaram, passando confiança. Além disso, a comissão técnica também me deixou à vontade. Acho que precisava mesmo uma seqüência de jogos para provar meu potencial". Em sete jogos sofreu sete gols, enquanto o ataque marcou 12. O saldo nos jogos também foi positivo: venceu quatro, empatou dois e perdeu apenas um. Lauro trocou a segunda-feira de folga por uma série interminável de entrevistas sempre lembrando os momentos de glória vividos no Majestoso. Ele já tinha tentado a cabeçada aos 44 minutos. A bola bateu em sua cabeça de raspão. Na volta desesperada para o gol ele escorregou, mesmo assim foi aplaudido pela torcida. "Eu pedi para ele ir de novo tentar o cabeceio", lembra o técnico Abel Braga. Ele explica também porque os goleiros estão levando vantagem nestes lances. "Os times já têm acertada a marcação no escanteios: cada um tem a quem marcar. Ninguém espera a chegada do goleiro que fica sem marcação. Sem contar que eles são fortes e altos", explica o técnico. Ao contrário do que aconteceu recentemente com Eduardo, goleiro reserva do Atlético-MG, que marcou um gol de cabeça na vitória de 2 a 1 sobre o Juventude, também de cabeça e após escanteio, mas voltou à reserva após a suspensão cumprida pelo titular Veloso, Lauro pode garantir a camisa um da Ponte. Após o jogo, ele recebeu uma ligação no celular do amigo Alexandre Negri o cumprimentando. Talvez tenha sido a senha para que Lauro continue como titular.

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