Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Goleiro australiano revela que levou 27 parentes para acompanhar a Copa na Rússia

Mathew Ryan ofereceu custear viagem para todos os seus parentes; metade deles aceitou

Leandro Silveira, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2018 | 11h18

A estimativa de que cerca de 20 mil peruanos viajaram até a Rússia para acompanhar a Copa do Mundo garante que a sua seleção será maioria nas arquibancadas do Fisht Stadium, em Sochi, nesta terça-feira, quando a equipe sul-americana vai enfrentar a Austrália pela rodada final do Grupo C, às 11 horas (de Brasília). Mas ao menos um jogador da seleção da Oceania vai se sentir mais em casa na arena do que qualquer peruano: Mathew Ryan.

+ De olho nas oitavas, Austrália vai ao ataque contra a seleção peruana

+ Fifa pune Federação Dinamarquesa por cartaz sexista da torcida

+ Em carta, capitão da Austrália promete 'deixar tudo em campo' por classificação

O goleiro, de 26 anos, do clube inglês Brighton & Hove Albion, revelou que 27 membros da sua família estão na Rússia para acompanhar a participação da seleção australiana na Copa do Mundo. Ryan explicou que ofereceu aos parentes a possibilidade de custear a viagem deles para o torneio. E cerca de metade dos familiares dele aceitou.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira no Fisht Stadium, ele também detalhou que o leque das idades dos parentes que estão na Rússia é variado, indo de um primo de apenas três anos até o seu avô de pouco mais de 70.

"Eles estiveram comigo desde que nasci. Eles testemunharam todo sacrifício e tudo que eu tive que passar. Felizmente a vida que levo agora me permite retribuir um pouco", afirmou o goleiro australiano. "É algo que vou me lembrar pelo resto da minha vida", acrescentou Ryan, que está em sua segunda Copa do Mundo pela seleção australiana.

 

Ryan revelou que apenas sua mãe e irmã costumam acompanhar os seus jogos pela seleção australiana, mas que a importância da Copa o levou a convidar o restante da família. "A ideia é que a presença da Austrália na Copa se torne uma grande experiência. Sou agradecido ao futebol por me oferecer essa oportunidade, ainda que minha conta bancária fique afetada", brincou.

O técnico da seleção australiana, o holandês Bert van Marwjik, alertou, porém, que a sua equipe atuará em um cenário de visitante em Sochi e previu um jogo difícil, mesmo que o Peru esteja eliminado, com derrotas em seus dois primeiros compromissos.

"Eles vão jogar como se fosse em casa e isso fortalece a equipe. Precisamos estar concentrados. Será como o jogo com a Colômbia em Londres", disse, em referência ao empate por 0 a 0 com os colombianos em amistoso realizado no fim de março no estádio do Fulham, com presença maciça de torcedores sul-americanos.

Com um ponto somado em dois jogos, a Austrália ocupa o terceiro lugar do Grupo C da Copa. A equipe precisa superar o Peru na terça e torcer por uma derrota da Dinamarca, que está com quatro pontos, para a França, já classificada à próxima fase com seis, para avançar às oitavas de final na Rússia, prolongando a viagem dos parentes de Ryan pela Rússia. "Eu não tenho planos para irmos embora tão cedo", acrescentou o goleiro.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.