Goleiro do Treze vive dia de herói

Não foram só os torcedores do São Paulo que choraram com a vitória do Treze, de Campina Grande, por 1 a 0 pela Copa do Brasil. Em Cajazeiras, no interior paraibano, João Albuquerque também chorou, mas foi de alegria. O pai do goleiro Azul não conteve a emoção ao ver a atuação do filho pela TV - grandes defesas que garantiram o fim de uma seqüência cinco jogos sem vitória desde o início do ano."Depois da partida meu pai me ligou em casa. Ele chegou a chorar ao me ver jogando", conta o goleiro do Treze, feliz por ter proporcionado tal alegria. "Também recebi a visita de muitos amigos, alguns chegaram cedo lá em casa", contou Azul, que, evangélico, dedicou o resultado "a Jesus e depois à minha família e à minha noiva, Carmem, que mora no Rio."Apesar de satisfeito no Treze, Azul não esconde o desejo de voltar a jogar por um grande clube, mesmo depois de uma passagem pelo Vasco que teve um final frustrante. "Defendi o clube por seis anos e, quando quis sair e receber os salários atrasados, o Eurico (Miranda, presidente do clube) me forçou a abrir mão de todos os meus direitos para me dar passe livre", conta o jogador. "Quando se é um Romário ou um Edmundo dá para comprar briga, mas em casos como o meu, a gente não tem outra opção para não ter a carreira prejudicada", denuncia.Efetivado - A vitória sobre o São Paulo também teve efeito positivo na vida de Suélio, que ocupou a vaga de treinador do Treze interinamente, após a demissão de Juninho Fonseca. "Alguns jogadores do clube vieram, após a partida, pedir a contratação dele e, se concordar, Suélio será efetivado", disse o diretor de futebol do Treze, Sebastião Viana. "Vou querer pensar um pouco porque deixei de jogar recentemente, quero ter certeza de que estarei preparado para assumir este desafio", diz o ?treinador?.O diretor do Treze fez uma revelação que pode explicar o surpreendente desempenho do time na partida de quinta-feira. "Apesar de gostar do Juninho e da comissão técnica e considerá-los bons profissionais, tive de afastar o treinador por causa dos problemas entre os jogadores e o preparador físico."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.