Goleiro Eduardo desiste do Grêmio

O goleiro Eduardo desistiu de defender o Grêmio na Série B do Campeonato Brasileiro. Ao justificar a saída depois da terceira rodada da competição, o jogador deu a entender, nesta segunda-feira, que não estava suportando a pressão que sua família vinha sofrendo. Na quarta-feira passada (4 de maio), a mulher de Eduardo foi ofendida e ouviu ameaças de agressão enquanto assistia, nas cadeiras do Olímpico, o time perder mais uma partida, para o Fluminense, por 1 a 0. Além disso, o filho do casal, de sete anos, vinha sofrendo constrangimentos e discriminação de seus colegas de escola por causa da situação do Grêmio. "A química não deu certo", explicou Eduardo, referindo-se ao seu relacionamento com os torcedores. Contratado para ser titular, o goleiro foi vaiado ao fazer uma defesa no primeiro jogo da temporada, contra o São José, em Cachoeira do Sul. Os gremistas preferiam Márcio, que era o titular no final do ano passado e que o então técnico Hugo De León havia relegado à reserva. Há 15 dias, quando chegou ao clube, o novo técnico Mano Menezes, afastou Márcio do grupo principal e apostou tudo em Eduardo. Mas o time seguiu perdendo e tomando gols, mais por trapalhadas da defesa do que por falhas do goleiro. Eduardo abriu mão do salário de R$ 30 mil. "Não vou ficar aqui me escorando só para ganhar dinheiro", disse Eduardo, ao deixar o Olímpico, avisando que espera que sua atitude ajude o Grêmio a voltar para a primeira divisão. Como Mano Menezes não quer reabilitar Márcio, que treina em separado, o clube gaúcho procura um substituto para Eduardo. Somália - Enquanto Eduardo optava por sair, o treinador decidia afastar mais um jogador, o 12º desde que assumiu o cargo. Mano Menezes não gostou de saber que o atacante Somália foi se divertir numa casa noturna depois da derrota para o Ituano, no sábado, e anunciou que ele vai treinar em separado, em horários diferentes da agenda do grupo principal. O técnico não apontou uma razão específica, mas ressaltou que seus atletas devem se preocupar com os treinamentos, alimentação e repouso. "Ele teve atitudes que não condizem com essa necessidade", justificou.

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