Goleiro Higuita gostaria de chegar ao senado da Colômbia

Folclórico arqueiro que defendeu a seleção colombiana nos anos 90 fala sobre futebol e política

28 de janeiro de 2008 | 18h37

O goleiro colombiano René Higuita, que "trabalha todos os dias" para voltar à seleção de seu país, disse, nesta segunda-feira, que deseja ser senador e que votaria em seu ex-colega José Luis Chilavert para ser presidente do Paraguai.  "Não me considero um gênio, me consideram gênio", afirmou o jogador de 41 anos ao jornal argentino Clarín. Higuita, que acaba de acertar com o Deportivo La Coruña Rionegro, da Colômbia, negou estar interessado em ser presidente de seu país e afirmou que "muitas correntes políticas" não o deixariam se candidatar a este cargo.  Porém, admitiu que gostaria de "chegar ao Senado" e se pronunciou a favor de uma "troca humanitária" para libertar os 750 prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).  O goleiro também afirmou que votaria em Chilavert, "um rapaz que sempre quis ser presidente". Embora tenha dito que sua praia "é o futebol" e que não pensa em pendurar as chuteiras. Huiguita expressou suas propostas para conseguir a paz com as Farc e se declarou "admirador" do presidente venezuelano, Hugo Chávez. "Encanta-me o socialismo. Acompanho Chávez em 'Alô presidente'. Sou admirador dele e conhecê-lo é um dos meus sonhos. Tomara que possa encontrá-lo algum dia em seu programa", afirmou. O goleiro colombiano disse que, se tivesse a oportunidade, "iniciaria um diálogo" com as Farc e pediria a "um comitê europeu internacional" que tire "o status de terrorista" do grupo. "Seria necessário que as duas partes deixassem algumas coisas para que prevaleça a paz na Colômbia. Agora parece uma briga de crianças. Ninguém quer ceder", concluiu.

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