Gols contra Juventus não iludem Coelho

Nesta tarde de sexta-feira, quando o grupo se reapresenta no Parque Ecológico do Tietê, o clima entre os jogadores do Corinthians e integrantes da nova comissão técnica deve ser parecido ao do vestiário desta quinta-feira, no Pacaembu. A virada não só permitiu a todos respirarem aliviados, pelo menos por enquanto, como devolveu um pouco da auto-estima. Porém, nada disso foi suficiente para ludibriar o goleiro Fábio Costa. "Quando não dá para ser na técnica, todo mundo tem de ralar para conseguir vencer. É assim que funciona e funcionou aqui." O mais feliz, claro, era o lateral-direito Coelho. Autor de dois gols (o primeiro e o terceiro), a revelação foi o destaque da equipe na suada vitória por 3 a 2 sobre o Juventus. A animação, contudo, não foi suficiente para tirá-lo a racionalidade. Falar em titularidade, por enquanto, é proibido. Mesmo porque o dono da posição, Rogério, não jogou porque passa por drama pessoal com a morte do irmão mais novo. "O Rogério é um grande jogador e companheiro. A definição de quem joga onde é o treinador." Em um canto do vestiário, o atacante Gil dava algumas dicas sobre o polêmico lance que resultou no pênalti e no primeiro gol do Corinthians. Para alguns, foi quase uma confissão de encenação. "Eu fui para a bola e não percebi como ele (Itabuna) chegou na jogada. Senti apenas que encostou em mim e fiz a minha parte. Caí. Aí é com o juiz, a interpretação que conta é a dele." Quem não parecia nada feliz era Régis. Mais perseguido do time pelos torcedores que estiveram no Pacaembu, o atacante, que deixou o campo no intervalo por opção tática de Oswaldo, procurou se controlar nas declarações. "Acho normal que eles (torcedores) se comportem dessa forma. Eu não estava jogando bem e a opção pela substituição foi correta."

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