Gols devolvem confiança a Kaká

O Kaká que deixou o Orange Bowl no sábado à noite não tinha nada daquele que saiu cabisbaixo depois do jogo de terça-feira contra o Honduras e foi o primeiro a entrar no ônibus, chateado por ter perdido um pênalti e depois um gol feito. Após os dois golaços que fez contra a Colômbia, ele atravessou o corredor que levava ao ônibus dando risada, posou para muitas fotos e sorriu orgulhoso quando um repórter colombiano lhe perguntou se o Brasil tinha aprontado um "Kakarnaval" para cima da equipe dirigida por Francisco Maturana. "Desta vez deu tudo certo. O que tinha acontecido de ruim no outro jogo foi embora e por isso estou muito feliz. Ainda mais fazendo um gol como o segundo." O meia são-paulino tinha algumas explicações para o seu rendimento ter melhorado tanto: o time estava mais organizado, teve mais perna para correr por ter jogado ao nível do mar... Mas o motivo principal foi que pôde atuar os 90 minutos na posição que mais gosta. "Joguei como prefiro, encostando nos atacantes. Jogar na frente é um sacrifício para mim, porque não gosto de ficar de costas para os zagueiros." O técnico Ricardo Gomes só tem elogios para o seu capitão. Defensor entusiasmado dos meninos que convocou, ele espera que a torcida do São Paulo pare de pegar no pé do meia. "Qualquer time do mundo adoraria contar com o Kaká. Além de ser um baita jogador, ele é um lutador dentro de campo, não tem medo de pancada e tem um comportamento impecável fora de campo. O que mais uma torcida pode querer de um jogador? Fazer campanha contra o Kaká é jogar contra o patrimônio." Kaká só não quer saber é de falar sobre a possibilidade de se transferir para o Milan. Desde que o Jornal da Tarde revelou que seu procurador, Wagner Ribeiro, se reuniu no meio da semana passada em Milão com a cúpula do clube italiano - o vice-presidente Adriano Galliani, o diretor-geral Ariedo Braida e o agora dirigente Leonardo - ele tem se esquivado do assunto. Depois da partida de sábado, foi bem claro."Quando falo por telefone com o meu pai, nem toco nesse assunto. Ele me diz para me concentrar só no meu trabalho aqui na Seleção e é isso o que estou fazendo. Não sei de nada a respeito disso e por isso não vou fazer nenhum comentário."

Agencia Estado,

20 de julho de 2003 | 14h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.