Gomes trabalha para ficar na Seleção

Gomes chegou de mansinho à Seleção, como segundo reserva, e trabalha quieto para tornar-se um dos eleitos de Parreira para o Mundial. O ex-cruzeirense se juntou ao grupo depois das partidas contra Paraguai e Argentina, pelas eliminatórias, e prefere ficar fora do foco de atenções. Destaque do campeão holandês PSV, na última temporada, sabe que a permanência depende do que apresentar, sobretudo em treinos, pois a chance de entrar no lugar de Dida ou Marcos é remota."Fazer parte do grupo já é muito bom", avisa, de cara. "Chegar é difícil e mais ainda é ficar", reconhece, sem iludir-se. "Sei que a campanha do PSV nos torneios que disputou me ajudou a ser lembrado. Mas isso não vai adiantar nada, se eu não mostrar que tenho competência para continuar."Gomes trata de fazer sua parte seguindo à risca o que lhe é recomendado. De quebra, observa com atenção seus dois colegas - e modelos - mais velhos. Como convém a quem acaba de desembarcar no meio de campeões do mundo, é todo reverência. "Dida e Marcos são bons demais", entusiasma-se. "A gente sempre muito o que aprender com eles."A semana foi importante para Gomes não só por juntar-se ao grupo que veio à Alemanha. A felicidade maior esteve em Belo Horizonte, com o nascimento de Flávio Henrique, seu primeiro filho com Flávia. "Foi uma emoção enorme", repete o goleiro, que todos os dias tem telefonado para casa. Apesar da distância, controla a ansiedade. "Na volta, terei bastante tempo para curtir o menino". A curtição, agora, é a seleção.

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