Gomes vive seu dia de herói na Sub-23

Gomes viveu sua noite de herói na sexta-feira. O goleiro do Cruzeiro disputou a maior parte da partida sentindo dor na coxa direita, mas mesmo assim teve uma grande atuação. Defendeu um pênalti cobrado por Aceval quando o Brasil ganhava por 1 a 0, espalmou uma cabeçada de Beausejour no finalzinho da partida e anulou os chuveirinhos chilenos com saídas seguras. Ele jogou tão bem - e foi tão importante para o time - que não teve o menor receio em assumir o erro cometido no gol de falta marcado da intermediária por Mark Gonzalez."A responsabilidade foi minha. Não quis barreira, pedi para abrir e o chileno pegou muito bem na bola. O chute veio rasante, rápido e não consegui chegar a tempo", explicou o goleiro. Mas o erro foi plenamente compensado por dois milagres que fez. O primeiro, foi na cobrança do pênalti, aos 13 minutos. "O chute veio forte não deu tempo para pensar em nada. Quando vi a bola caindo atrás do gol senti uma alegria imensa", contou Gomes. E o segundo foi num momento chave da partida. Se a violenta cabeçada de Beausejour tivesse entrado, o Brasil perderia a vantagem de poder jogar pelo empate neste domingo, contra o Paraguai. Mas Gomes teve muito reflexo e colocou a bola para escanteio. "Foi uma defesa mais difícil que a do pênalti", avaliou. No intervalo da partida, enquanto o técnico Ricardo Gomes acalmava os garotos e reorganizava o time, o prepador de goleiros Wendell Ramalho aquecia o reserva Juninho dentro do campo. Era uma questão de precaução, porque a dor na coxa direita estava incomodando Gomes e talvez ele tivesse de ser substituído."Senti uma fisgada quando bati um tiro de meta logo no começo do jogo. Parei de cobrar para não agravar o problema e consegui ficar até o fim. Estou tranqüilo e tenho certeza de que vou jogar contra o Paraguai. Todo sacrifício vale a pena quando a gente veste a camisa da seleção", afirmou Gomes.Assim que chegou do jogo, ele foi para o quarto do fisioterapeuta Odir Carmo e ficou fazendo tratamento até às 5h da manhã deste sábado. Acordou às 11h e recomeçou o trabalho, que se estendeu por todo o dia no hotel. Gomes nem foi para a sessão de hidroginástica. "Estou com menos dor", revelou.Em todo caso, o reserva Juninho deu entrevistas, neste sábado, pela primeira vez desde que começou o Pré-Olímpico. "Vida de goleiro reserva é assim. A gente tem de estar sempre pronto, porque a chance pode surgir a qualquer momento. Se tiver de jogar, vou tranqüilo", avisou.

Agencia Estado,

24 de janeiro de 2004 | 11h51

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