Gomez reassume a seleção do Equador

Hernan Dario Gomez voltou nos braços do povo para dirigir o Equador. O treinador havia pedido demissão do cargo na quarta-feira, depois de ter sofrido atentado a bala no começo do mês. Mas reconsiderou a decisão, atendeu a apelos de jogadores, dirigentes e torcedores e neste sábado regressou a Quito para retomar as atividades. A seleção está em terceiro lugar nas eliminatórias da América do Sul e tem boa possibilidade de participar pela primeira vez da fase principal de uma Copa do Mundo. "Bolillo" Gomez jogou a toalha por temer novas ameaças. No dia 8, dirigentes de um time da Segunda Divisão atiraram nele supostamente por protesto pela não convocação de Dalo Bucarám para a seleção Sub 20. O jogdor é filho de Abdalá Bucarám, ex-presidente do Equador, deposto em 1996. Os suspeitos foram detidos e liberados em seguida. Os tiros atingiram a perna direita e feriram o rosto do treinador. Ao receber alta do hospital em que estava internado, Gomez voltou para Medellin, na Colômbia, onde vive sua família. No meio da semana, avisou que não voltaria para o Equador e abria caminho para a sucessão. Alguns dos principais jogadores da seleção decidiram abandonar o time, caso não fosse encontrada solução para o caso. Por isso, o capitão Hurtado, o meia Aguinaga e alguns dirigentes foram para Medellin conversar com Gomez. Depois de muita insistência, conseguiram convencê-lo a continuar o trabalho. O grupo voltou neste sábado para Quito, em jato fretado pela Federação Equatoriana de Futebol. Centenas de torcedores foram ao aeroporto receber Goméz e mostrar solidariedade. "Fico comovido com a reação do público", afirmou o técnico, agora falando em mais garra para garantir vaga. "Estamos numa situação maravilhosa e podemos desfrutar disso." A próxima partida do Equador será contra o Peru, dia 2, em Lima.

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