"Gordo de Alegria", publica argentino após vitória brasileira

Depois de ser muito criticada pela imprensa mundial mesmo vencendo nas duas primeiras rodadas, a seleção brasileira ganhou os primeiros elogios nesta quinta-feira ao golear o Japão por 4 a 1, em Dortmund. O atacante Ronaldo foi o principal alvo dos jornais ao anotar duas vezes e igualar a marca do alemão Gerd Müller na artilharia da história das Copas, com 14 gols. Mas como não poderia ser diferente, os argentinos do Olé aproveitaram para cutucar o camisa 9. Com o título "Gordo de Alegria", o jornal ironizou o problema de peso do atacante. Mas o diário portenho também fez elogios ao time de Parreira. "O Brasil foi muito mais incisivo e teve a iniciativa desde o início".Já o espanhol Marca disse que Ronaldo "estreou" na Copa e de quebra igualou recorde de gols em Mundiais. O madrilenos também colocaram que "como era esperado, o Brasil dominou o jogo e não deu opção alguma ao Japão". O AS destaca que "o Brasil voltou a ser o Brasil, e sobretudo, Ronaldo voltou a ser Ronaldo".Os jornais franceses também destacaram o desempenho dos pentacampeões. O Le Monde manchetou: "Brasil mostra um 4-1 ritmado e criativo contra o Japão". "Enfim se mostrou à altura de sua reputação. De maneira muito convincente".Já o L´Equipe estampou: "Um Brasil reencontrado". O jogador do Real Madrid também foi mencionado. "Muito criticado, Ronaldo enfim mostrou seus dotes e fez calar os críticos. O Fenômeno não se deteve. Suas qualidades e sua capacidade de estar à altura do apelido foram confirmadas. O recorde de Gerd Müller está igualado e deverá ser ultrapassado".O italiano Gazzetta dello Sport colocou na sua página na internet "Super Brasil, espetáculo e gol". O Corriere della Sera ressaltou "a dobradinha de Ronaldo". Já o norte-americano New York Times disse que "Ronaldo encontrou seu toque de marcador de gols para finalmente dar ao Brasil o tipo de vitória convincente que muitos esperavam ser rotina nesta Copa".Os ingleses da BBC fizeram questão de lembrar o drama do atacante brasileiro. "Ninguém sofreu mais do que Ronaldo. Tachado de acima do peso e fora de forma, o artilheiro da Copa de 2002 estava, talvez, a apenas um jogo de ser tirado do time".

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