JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Goulart e Love estão em alta, mas Hernanes ainda patina

Trio de contratações do São Paulo, Corinthians e Palmeiras estão em estágios diferentes

Ciro Campos e Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2019 | 04h30

Vagner Love, Ricardo Goulart e Hernanes desembarcaram neste começo de ano como principais contratações dos clubes da capital paulista. São experientes, passaram pela seleção brasileira e têm identificação com a torcida. Um mês depois, estão em estágios diferentes de evolução. A diferença é principalmente física. Hernanes precisou ser escalado rapidamente e ainda não conseguiu erguer o pescoço acima da crise do São Paulo; Goulart e Love tiveram mais tempo de preparação e começam a mostrar resultado no Palmeiras e no Corinthians

Quando elogiou a chegada de Love ao Corinthians, o técnico Fábio Carille afirmou que ele poderia repetir a trajetória de Emerson Sheik, que se despediu do clube no ano passado aos 40 anos correndo tanto quanto a nova geração. Nos seis primeiros jogos, o atacante de 34 anos provou que estava bem fisicamente, correu, marcou e até armou o jogo – sua missão agora é ajudar na criação, saindo da área e fazendo a função de um “falso 10”. Faltava o gol. Ele saiu na classificação diante do Racing, pela Copa Sul-Americana. 

O segredo da boa forma física foram treinos complementares no Alanyaspor (2016 a 2018) e no Besiktas (de 2018 a janeiro de 2019). Nesse período, Love manteve rotina de até cinco treinos semanais com trabalhos específicos, em paralelo às atividades dos clubes turcos. Além disso, do ponto de vista físico está no meio da temporada. 

Campeão brasileiro em 2015, Love havia marcado 16 gols em 50 jogos em sua primeira passagem pelo Corinthians. Agora, recomeçou a contagem. Mais do que isso: está evoluindo. Na partida diante do Avenida, pela Copa do Brasil, ele já havia sido decisivo. Contra o Racing, transformou a boa atuação em gol. 

Ricardo Goulart veio da China para reforçar o Palmeiras, clube para o qual torcia quando criança. Depois de concluir a recuperação da cirurgia no joelho direito, ele atuou nas três últimas partidas do time. Na quarta-feira, contra o Ituano, desequilibrou o jogo, ao marcar dois gols e dar o passe para o outro, feito por Borja.

O início avassalador cria a expectativa de conseguir no Palmeiras os feitos obtidos no Guangzhou Evergrande, também sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari. “Quando eu o conheci na China fazia gols, acho que fez 120 em três anos. É participativo do meio para frente, de muita força, muita impulsão, qualidade. É o que a gente esperava, a torcida esperava”, disse o treinador.

Goulart e Felipão conquistaram juntos na China sete títulos. O atacante se destacou com prêmios individuais, como a artilharia e a indicação de melhor jogador da Liga dos Campeões da Ásia de 2015 e do Campeonato Chinês de 2016.

O meia Hernanes ainda luta para se readaptar. O jogador foi trazido ao clube para ser a estrela da equipe, mas não conseguiu ter bons momentos em 2019.

Hernanes atuou até agora em seis partidas e só anotou um gol, contra o São Bento. A má fase coletiva da equipe, eliminada ainda na pré-Libertadores e em transição à espera do treinador, também prejudica a readaptação do jogador. Ainda falta ao São Paulo neste início de temporada encontrar um posicionamento correto para o reforço atuar no meio-campo.

Também existe a questão física. A pré-temporada encurtada porque o São Paulo teve de jogar a pré-Libertadores e as férias no futebol chinês deram pouco tempo para o camisa 15 se entrosar e readquirir ritmo de jogo. Sua última partida oficial antes de estrear na Florida Cup, em janeiro, havia sido no dia 11 de novembro de 2018.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.