Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Governo ainda não sabe como distribuir ingressos para Bolsa Família e indígenas

Autoridades terão de estudar também como será a fiscalização e controle para evitar fraudes

Almir Leite e Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2012 | 08h13

SÃO PAULO - O governo federal ainda não sabe como vai distribuir os 50 mil ingressos para indígenas e integrantes do Bolsa Família que ganhou da Fifa para a Copa do Mundo de 2014. O “presente'' surpreendeu o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e seu pares, e agora será preciso definir forma de distribuição e também fiscalização e controle, para evitar fraudes, como a venda a terceiros.

“Fomos surpreendidos e agora precisamos ver o melhor procedimento de distribuição. Vamos estudar com calma'', disse nesta quarta Luis Fernandes, secretário executivo do Ministério do Esporte e coordenador do Gecopa. Ele lembrou, porém, que os inscritos no Bolsa Família já tem direito a um desconto de 50% na categoria 4, de acordo com a Lei Geral da Copa.

Em relação à Copa das Confederações, Fernandes revelou que até o dia 10 de dezembro o ministério pretende divulgar uma primeira lista com as escolas que colocarão computadores e sistema de internet para que quem não tenha acesso pode adquirir ingressos. A segunda fase de vendas começa em 3 de dezembro, segunda-feira próxima, e irá até 15 de janeiro. Os torcedores farão as solicitações dos bilhetes, que serão distribuídos por sorteio.

No momento, está certo a utilização de cerca de 600 escolas em 60 municípios das regiões metropolitanas das seis cidades-sede da competição. Nessas cidades, o governo fará campanha na mídia (jornais, rádios, TVs) para informar as escolas participantes. A lista também poderá ser conhecida por meio da internet, embora esta modalidade de acesso tenha sido criada justamente para atender que não tem como usar o sistema por meios próprios.

COPA DO MUNDO

Os ingressos para a Copa de 2014 começarão a ser vendidos em agosto deste ano e os preços, ainda não definidos serão mais altos do que os cobrados na Copa das Confederações – entre R$ 28,50 e R$ 418. “São competições diferentes, a Copa do Mundo é maior do que a das Confederações, e portanto os preços serão diferentes'', disse Thierry Weil, diretor de marketing da Fifa.

Ele deu como exemplo o GP do Brasil de F-1, que é um grande evento e tem preços altos. “São mais altos do que os que estão sendo cobrados na Copa das Confederações.''

Weil disse que serão feitas promoções de ingressos no evento-teste. Isso será feito com bilhetes destinados a patrocinadores que forem devolvidos, por meio dos próprios patrocinadores e também com aqueles destinados às federações estrangeiras. Ele acredita que muitas federações europeias que têm direito a cota, por exemplo, não usarão todos os bilhetes. Devolvidos, ele serão colocados à venda para o público em geral.

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