Governo aponta falhas da Fifa para telecomunicação

Secretário-executivo do ministério, Cezar Alvarez, fez críticas ao planejamento da Fifa em relação à telecomunicação

TIAGO ROGERO, Agência Estado

28 de junho de 2013 | 14h58

RIO - Ao contrário do que costumava acontecer na preparação para a Copa do Mundo, com a Fifa criticando e cobrando o governo federal - como o polêmico caso do "chute no traseiro" defendido pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke -, nesta sexta-feira foi a vez de o ministério das Comunicações subir o tom contra a entidade que controla o futebol mundial. O secretário-executivo do ministério, Cezar Alvarez, fez críticas ao planejamento da Fifa para a Copa das Confederações em relação à telecomunicação.

Nesta semana, o ministério participou de uma reunião de balanço com a Fifa em Belo Horizonte, onde o Brasil bateu o Uruguai por 2 a 1, na última quarta, no Mineirão, pela semifinal da competição. "A Fifa fez uma avaliação bastante positiva do nosso trabalho, mas fizemos uma avaliação bastante crítica de algumas necessidades, como os tempos em que a Fifa nos dava informação, que pode ter prejudicado nosso trabalho", afirmou Alvarez, o segundo nome do ministério, abaixo só do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O secretário deu um alerta para a Copa do Mundo: "O tempo para os chamados ''key locations'' (locais chave) tem de ser muito bem antecipado".

Segundo ele, um dos problemas foi a demora da Fifa em informar onde estariam localizados os centros de troca de ingressos, que precisam, por exemplo, de internet funcionando. "Precisamos de tempo para preparar a rede para aquele shopping ou estacionamento. Outra coisa: onde realmente vão treinar os times?", afirmou Alvarez, citando o caso da seleção do Uruguai, que às vésperas do início da Copa das Confederações precisou trocar de centro de treinamento algumas vezes em Recife por causa da chuva.

"Não é obrigação direta contratual nossa (do governo federal), mas é sempre bom vocês (jornalistas) terem boa cobertura", disse. Outro problema, segundo Alvarez, foi o atraso das obras de reforma e construção dos seis estádios que sediaram a Copa das Confederações. A infraestrutura de telecomunicações, de acordo com o secretário, foi sempre a última a ser instalada, e com os atrasos (como no caso do Maracanã, que ficou pronto a somente semanas da Copa) as empresas tiveram muito menos tempo para trabalhar.

"Agora, para a Copa do Mundo, o prazo para os seis estádios é dezembro. Pode acontecer um mês antes ou depois, mas o prazo que teremos para junho (de 2014) será de cinco a seis vezes superior ao que tivemos agora", afirmou Alvarez.

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