Governo argentino tenta evitar greve

A possibilidade de os jogadores da Argentina entrarem em greve preocupa o governo do país. Os atletas anunciaram paralisação a partir deste fim de semana, por causa de atrasos em salários, e levaram pânico aos cartolas e às autoridades. Para evitar a ruptura, a ministra do Trabalho, Patricia Bullrich, convocou encontro "conciliatório" e acredita na possibilidade de conseguir um acordo nesta quinta-feira.O governo argentino não contesta a decisão dos atletas. Como a dívida trabalhista dos clubes está em torno de US$ 100 milhões, não há como julgar ilegal o movimento de protesto. "Está claro que os direitos dos trabalhadores não foram respeitados", observou a ministra. "Por essa razão, convocamos um encontro voluntário, em que não há obrigatoriedade de os jogadores aceitarem o convite."A decisão de suspender os jogos das três divisões principais foi tomada na segunda-feira, em assembléia no sindicato dos atletas profissionais. A inadimplência dos clubes é bem ampla e atinge desde equipes tradicionais e poderosas até times mais modestos da Série C. "Nossa pretensão é legítima e levaremos o caso até as últimas conseqüências", avisa Sergio Marchi, secretário-geral do sindicato.A greve, por enquanto, vai limitar-se aos torneios nacionais. Mas, a partir do dia 16, se estende a competições internacionais, como a Libertadores e a Eliminatórias da Copa do Mundo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.