Lee Smith/ Reuters
Lee Smith/ Reuters

Governo britânico adia volta do público aos estádios do país prevista para 1º de outubro

Plano de colocar de 25% a 33% de torcedores foi adiado como parte das novas restrições para enfrentar uma segunda onda da covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2020 | 11h30

O primeiro-ministro Boris Johnson disse ao parlamento inglês nesta terça-feira que, como parte das novas restrições para enfrentar uma segunda onda da covid-19 no Reino Unido, o governo suspendeu os planos para colocar de 25% a 33% de público nos estádios durante os jogos do Campeonato Inglês a partir de 1º de outubro, como estava planejado.

"Temos de reconhecer que a propagação do vírus está afetando agora nossa capacidade de reabrir conferências de negócios, exposições e grandes eventos esportivos", disse Johnson. "Então, nós não seremos capazes de fazer isso a partir de primeiro de outubro. Eu reconheço as implicações que isso vai acarretar para os nossos clubes esportivos, que são a vida e a alma de nossas comunidades. Por isso, o secretário de cultura está trabalhando urgentemente no que podemos fazer agora para apoiá-los."

A Premier League, que organiza o Campeonato Inglês, alertou que a economia do futebol está insustentável sem torcedores nos estádios. "O futebol não é o mesmo", disse por intermédio de um comunicado, que aponta 700 milhões libras (cerca de R$ 4,8 bilhões) de perdas na última temporada e outros 100 milhões de libras por mês, o que causa um "impacto devastador".

O ministro sênior do gabinete, Michael Gove, afirmou que o retorno dos espectadores em eventos esportivos precisa ser cauteloso. "Eu acho que uma reabertura em massa nesta fase não seria apropriado", disse ele. "O vírus tem menos probabilidade de se espalhar em ambientes externos do que em ambientes fechados, mas, novamente, é da natureza dos eventos esportivos que aconteçam grandes aglomerações", afirmou Gove.

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