Governo colombiano aceita plano de salvamento do Millonarios

Com um currículo que inclui inúmeros títulos, alguns dos maiores jogadores da história do futebol e dinheiro do tráfico de drogas, o Millionarios, da Colômbia, está atualmente afundado em dívidas, mas ganhará uma ajuda do governo do país para tentar se reerguer e voltar aos dias de glória.

EFE

30 de abril de 2010 | 17h35

Um plano de salvamento para evitar a falência do clube foi aprovado nesta sexta-feira pelo governo colombiano. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior e da Justiça, Fabio Valencia, após uma sessão extra do Conselho Nacional de Entorpecentes (CNE), presidido por ele.

Na reunião, o CNE aceitou que o Millonarios se transforme em sociedade anônima, como propôs o empresário José Roberto Arango, encarregado pelo governo de criar o plano.

Uma das primeiras medidas será vender um edifício do clube localizado na capital Medellín para ajudar a cobrir dívidas de US$ 33 bilhões de pesos colombianos (R$ 28 milhões).

Por meio de comunicado, Valencia disse que a Direção Nacional de Entorpecentes (DNE) foi autorizada a votar a favor do plano em uma próxima reunião de acionistas do Millonarios, 13 vezes campeão nacional e que já teve em seu elenco nomes como Di Stéfano e Pedernera (nos anos 50) e o goleiro René Higuita (na década de 80).

A DNE representa o governo na posse de 27,15% das ações do clube, que foram de propriedade do narcotraficante Gonzalo Rodríguez Gacha (conhecido como "Mexicano"), morto pela polícia.

Cerca de 40% dos papeis são de Juan Carlos López, atual presidente do Millonarios, e do ex-técnico César Augusto García, enquanto a outra parte está sob controle de pequenos acionistas.

O plano de salvamento "constitui o mecanismo apropriado para proteger o patrimônio do Estado", afirmou o ministro.

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