Sergio Barrenechea/Efe
Sergio Barrenechea/Efe

Governo de São Paulo garante que cidade não ficará fora da Copa de 2014

Secretário dos Transportes do Estado, Mauro Arce diz que capital paulista é muito importante e que a construção de um novo estádio não está descartada

Efe,

21 de junho de 2010 | 13h28

O secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, assegurou que a capital paulista não ficará fora da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, apesar do veto da Fifa ao estádio do Morumbi, e que será encontrada uma "solução".

 

"Daremos uma solução", afirmou Arce, depois de discursar na Tribuna Ibero-Americana, um fórum organizado pela Casa de América de Madri e pela Agência Efe, que, desde 2006, convoca os atores políticos atuais mais importantes da região.

 

Depois de uma conferência no fórum sobre as infraestruturas de São Paulo, o secretário ressaltou que é "quase impossível realizar uma Copa do Mundo no Brasil e não ter partidas em São Paulo, que é a cidade que concentra a maior população e de diversas nacionalidades".

 

"Seguramente, haverá uma solução", insistiu Arce, que ressaltou que uma possibilidade poderia ser "construir um novo estádio", apesar de ter não esclarecido de onde viria seu financiamento.

 

Na semana passada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que o estádio do Morumbi foi vetado pela Fifa, já que as autoridades da cidade de São Paulo não apresentaram garantias financeiras para suas obras de reforma.

 

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Fifa na semana passada e chamou sua decisão de "estranha".

 

O secretário dos Transportes admitiu que o estádio do Morumbi "foi construído nos anos 50" e que precisa de "reformas muito grandes" e lembrou que talvez fosse mais fácil construir um novo, já que, segundo ele "há muito espaço". "É talvez uma ideia, mas ninguém pensou nisso até agora", disse.

 

Em sua opinião, a cidade de São Paulo deveria acolher seleções estrangeiras, além da brasileira, já que a cidade "foi construída por descendentes de muitos países".

 

"Se fala muito na abertura da Copa em São Paulo, mas eu vejo mais a cidade acolhendo seleções que contam com um número grande de imigrantes que vieram e são descendentes desses países", disse.

 

"Por exemplo, a seleção da Itália jogando em São Paulo vai se sentir como se estivesse em Roma. E também a seleção japonesa, a espanhola, a alemã" se sentirão em casa, assegurou.

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