Governo deve intervir no futebol

O governo deverá intervir no futebol brasileiro ainda no primeiro semestre deste ano, utilizando como principal mote a Lei do Passe, que entrará em vigor a partir do dia 26. Na próxima semana, o Ministério do Esporte e Turismo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Clube dos Treze, alguns ex-dirigentes, como João Havelange, e ex-atletas, como Pelé, começam a discutir a presença do governo no futebol."Já estamos conversando com algumas pessoas ligadas ao setor e há um consenso de que isso deve ser feito", afirma o ministro do Esporte, Carlos Melles. Entre seus interlocutores estão o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e Pelé.Com isso, o governo deverá reter por mais algum tempo - um período que pode variar de seis meses a um ano - a Lei do Passe, tornando esse um dos assuntos a serem discutidos entre dirigentes e jogadores. Além disso, o governo pensa em ter um maior controle sobre os clubes, inclusive controlando a venda de atletas e definindo um calendário para as competições nacionais."Mas só faremos isso se tivermos apoio total", afirmou Melles. Segundo ele, a proposta tem apoio da sociedade e será aprofundada a partir da reunião que será realizada no dia 13, em Brasília.Algumas propostas contidas na Lei Pelé e que foram retiradas no ano passado pelo Senado, como a necessidade de um clube se tornar empresa, podem voltar. "O ideal é que todas as agremiações virem empresas", defende o ministro. Até mesmo as intermediações de empresários na venda e compra de jogadores podem acabar.No encontro da próxima semana, Melles discutirá ainda a segurança nos estádios, num encontro que contará ainda com dirigentes e com o ministro da Justiça, José Gregori. "Já estamos trabalhando nisso e vamos definir os próximos caminhos", afirmou Melles.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.