23 de maio de 2012 | 12h46
As informações, divulgadas em Brasília, informam que 41% das obras estipuladas sequer começaram e que apenas 9% tiveram a licitação realizada. Outras 17% das construções estão em processo de licitação e outras 15% estão em fase de elaboração do projeto, quase que na estaca zero, portanto. Os responsáveis pelo documento informaram também que os dados se referem ao mês de abril.
O relatório contradiz o que representantes do ministério do Esporte defendiam, de que os estádios estão com seu cronograma em dia e que as obras de infraestrutura avançam a cada mês. Os dados divulgados mostram que oito dos 12 estádios que estão sendo construídos para a Copa não concluíram 50% de suas estruturas. Em Curitiba, apenas 11% das obras do estádio foram concluídas até agora.
MINISTRO
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, negou que o fato de 41% das 101 obras da Copa do Mundo de 2014 ainda não terem saído do papel possa ser tratado como atraso nos preparativos. Ele destacou que a fase de elaboração de projetos e de licitação fazem parte do cronograma do governo e disse que os prazos acordados serão cumpridos. Um balanço sobre as obras foi divulgado nesta quarta-feira pelo governo federal.
"Vamos tratar com mais generosidade o que está no papel, isso não significa atrasos", disse. "Muitas vezes a estatística mostra tudo, menos o essencial."
O governo argumenta que a fase de elaboração de projeto e de licitação é tão importante para a conclusão da obra quanto o início efetivo das ações em campo. "A parte de projeto é fundamental para ter um bom desempenho da obra. Não concebo como atraso, mas como ganho porque quando se tem um bom projeto você vai ganhar na execução", disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, garantiu que os recursos para as obras estarão garantidos mesmo que ocorram eventuais atrasos e os empreendimentos não fiquem prontos para o evento. "Os recursos estão garantidos mesmo no caso de eventual atraso, no que não acreditamos."
Aldo afirmou também que no caso das 15 obras ainda em fase de elaboração de projetos é possível recuperar o tempo perdido durante a execução. Questionado se seria necessário um "milagre" para concluir tudo a tempo o ministro usou o bom humor. "Creio que nesse caso podemos dispensar os serviços dos santos. Milagres podem socorrer causas mais necessitadas."
Reportagem atualizada às 13h44
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