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Governo do Rio inicia licitação para reforma do Maracanã

A Secretaria Estadual de Obras confia que, até o fim do mês, sai o vencedor da licitação

Bruno Lousada, Agência Estado

15 de julho de 2010 | 21h01

A reforma do Maracanã caminha a passos lentos. O Brasil foi eleito sede da Copa do Mundo de 2014 em outubro de 2007, mas somente nesta quinta-feira o governo do Rio de Janeiro abriu o envelope dos interessados em tocar as obras do provável palco da final do Mundial. Cinco consórcios e uma empresa se candidataram a remodelar o estádio ao custo de R$ 720 milhões - quantia que será bancada com dinheiro público.

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A Secretaria Estadual de Obras confia que, até o fim do mês, sai o vencedor da licitação. O ganhador deve ser conhecido na primeira quinzena de agosto. Somente a partir daí haverá a definição sobre o fechamento do estádio. Nesta quinta, o envelope com a qualificação das empresas foi aberto. Só as aprovadas seguirão no processo. O outro passo é analisar quem se ajustou ao projeto técnico da obra. Por último, vem a fase final de preços. Após o resultado de cada etapa, os participantes terão cinco dias para recorrer da decisão.

Os cinco consórcios que estão na disputa são: Sanerio, BA Engenharia e Meio Ambiente e Hexagonal; Cetenco, Construcap e Convap; Queiroz Galvão e Carioca e Christiani-Nielsen; Paulitec, Estacon e Recoma e Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez. A construtora OAS entrou sozinha na licitação.

A previsão é de que as obras sejam concluídas até dezembro de 2012. Até agora, só os trabalhos de sondagem do solo para a instalação de quatro novas rampas foram realizados. "As obras não estão atrasadas", afirmou o secretário de Obras, Hudson Braga. "O processo de licitação está correto. Se alguma empresa entrar na Justiça, esse risco existe, a chance de ganhar é pequena", afirmou.

Construído para a Copa de 1950, o Maracanã virou um canteiro de obras nos últimos anos. Em 1999, na vésperas do Mundial de Clubes da Fifa, submeteu-se a reformas estruturais que consumiram mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos. Antes dos Jogos Pan-Americanos, em 2007, houve outra intervenção e mais R$ 200 milhões foram gastos. Mesmo assim, o estádio passará por uma reforma profunda para se adequar às exigências da Fifa.

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