Marcelo del Pozo / Reuters
Marcelo del Pozo / Reuters

Governo espanhol frustra desejo da LaLiga e determina finais da Copa do Rei sem público

Jogos que decidem torneio da temporada passada e da atual serão realizados no mês de abril

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2021 | 18h33

O governo espanhol determinou que as finais da Copa do Rei ainda por serem realizadas, a da temporada 2019-20 e a de 2020-21, não terão a presença de público. Ambos os jogos estão marcados para o estádio La Cartuja, em Sevilha; o da temporada passada, entre Athletic Bilbao e Real Sociedad, no dia 3 de abril, enquanto o da temporada atual, que terá o Athletic Bilbao contra o Barcelona, no dia 17 de abril.

A ministra da saúde , Carolina Darias, informou a decisão em conselho com os administradores locais de saúde da Espanha. "Não é possível, adequado, oportuno nem conveniente. Todos temos vontade de estar presencialmente nestes eventos, mas entenderão que não é o momento", afirmou Darias em entrevista coletiva após o término da reunião.

A situação frustra os desejos de Athletic Bilbao e Real Sociedade, arquirrivais que haviam concordado em adiar o jogo por meses na esperança de que seus torcedores pudessem estar presentes em uma decisão nacional disputada por dois times do País Basco.

A decisão contraria a organização de LaLiga, que organiza os campeonatos das duas primeiras divisões do futebol na Espanha. O presidente da entidade, Javier Tebas, havia afirmado que pensavam em uma volta do público em abril. "Se as circunstâncias permitirem, sim. Já estamos preparados, estamos há meses, mas há circunstâncias que não podemos controlar. Já faz um ano (que estamos vivendo na pandemia), aprendemos muito e esperamos que, para a terceira semana de abril, possamos começar a ter uma porcentagem do público nos estádios", declarou ao jornal Marca na última terça.

A Espanha vem em fase de declínio no número de novas infecções pelo coronavírus, mas considera ter números elevados de mortes, com 141 óbitos na terça-feira. A vacinação também caminha a passos lentos no país europeu, com apenas 3,68% da população imunizada até o momento.

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