Governo federal rebate Adidas: 'Brasil é muito mais'

Por causa da reclamação da Embratur e do 'pito' da presidente, empresa alemã cancela venda das camisetas em alusão ao sexo na Copa

Agência Estado

26 de fevereiro de 2014 | 15h01

BRASÍLIA - O Ministério do Esporte rebateu a fornecedora de material esportivo Adidas nesta quarta-feira ao publicar em sua conta no Twitter uma imagem que sugere alterações na estampa das polêmicas camisetas lançadas nos Estados Unidos, nesta semana, em alusão à exploração sexual durante a Copa do Mundo. Por causa da reclamação da Embratur e do 'pito' da presidente Dilma Rousseff, a empresa já cancelou a venda das camisetas que trazem mensagens de duplo sentido sobre a competição da Fifa.

A imagem publicada pelo Ministério do Esporte faz uma "correção" nas duas estampas produzidas pela Adidas. Na primeira, de fundo verde, o traço que sugere um biquíni entre nádegas, dentro do coração amarelo, vira um sorriso. E, na segunda, uma mulata também de biquíni dá lugar a uma baiana tradicional, sem insinuação sexual qualquer.

A mensagem desta estampa também foi modificada. A frase "Lookin to score", que pode ser traduzida por "em busca dos gols" ou até "pegar garotas", foi substituída por "We love Brazil" (Nós amamos o Brasil). A imagem publicada no Twitter do ministério é acompanhada da mensagem: "O Brasil é sensacional e nós amamos esse país! #BrasilÉMtoMais".

A publicação do Ministério do Esporte nas redes sociais é mais uma reação do governo ao lançamento recente da marca alemã. A Embratur e o Ministério do Turismo repudiaram as estampas na segunda-feira. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff avisou que governo iria aumentar o esforço no combate ao turismo sexual, sem citar diretamente as camisetas.

"O Brasil está feliz em receber turistas que chegarão para a Copa, mas também está pronto para combater o turismo sexual", disse a presidente por meio do seu Twitter. "O governo aumentará os esforços na prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes do Brasil".

Depois da forte reação negativa, a Adidas cancelou na terça a venda das camisetas polêmicas. Segundo a empresa, as camisas estavam sendo vendidas somente nos Estados Unidos. "Os produtos em questão não mais serão comercializados pela marca", divulgou a companhia de material esportivo em nota oficial.

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