Governo francês revoltado com PSG

O governo francês quer punição para o Paris Saint-Germain. A ministra da Juventude e dos Esportes, Marie-George Buffet, ficou indignada com o comportamento dos torcedores, na partida em que o PSG derrotou o Galatasaray por 2 a 0, na noite de terça-feira, pela Copa dos Campeões. Houve incidentes entre fãs dos dois clubes, que provocaram ferimentos em 56 pessoas. "As autoridades esportivas precisam punir os responsáveis por esses atos", afirmou a ministra. "Os dirigentes do PSG foram incapazes de controlar as atitudes de idiotas xenófobos e fascistas", criticou Francois Loncle, presidente da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara dos Deputados. "Esses atos de intolerância racial e a incapacidade dos dirigentes do clube atentam contra a imagem do futebol francês", observou o parlamentar socialista. O jogo foi interrompido por meia hora, porque ruiu uma grade de proteção, nas arquibancadas do Parque dos Príncipes. Houve brigas entre franceses e turcos, que se estenderam para as ruas em torno do estádio. "A culpa é também da polícia francesa, que permitiu que torcedores se sentassem lado a lado, separados por alguns agentes de segurança particular", afirmou Celal Gurcan, secretário geral do Galatasaray. "Apesar de todos os alertas, houve passividade das autoridades francesas", reforçou Fikret Unlu, ministro dos Esportes da Turquia. "Se a tragédia não foi maior, isso deve ao fato de os torcedores turcos terem mantido o sangue-frio." O governo da Turquia manifestou preocupação oficial pelos incidentes em nota enviada à Embaixada da França em Istambul. A União Européia de Futebol vai analisar o caso na reunião do dia 21. Não está afastada a possibilidade de serem aplicadas punições do PSG. Elas podem ir da perda dos pontos à perda dos 900 mil euros, sua quota na partida. O Estádio Parque dos Príncipes também deve ser interditado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.