Gonçalo Junior/Estadão
Gonçalo Junior/Estadão

Governo paulista estuda tombar e preservar campos de várzea

Grupo de trabalho vai propor medidas para valorizar os cerca de 400 campos da cidade

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2018 | 13h28

O governo de São Paulo criou nesta terça-feira um grupo de trabalho com representantes de várias secretarias para valorizar o futebol de várzea. A primeira medida é fazer um levantamento dos campos no estado de São Paulo. A partir daí, serão propostas políticas públicas para preservar esses espaços, criando formas de cooperação com os municípios e instituições privadas para incentivar e expandir o futebol amador. Uma das possibilidades é o tombamento dos campos de várzea

O grupo é formado por membros da Casa Civil, Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, Secretaria de Cultura, Secretaria de Desenvolvimento Social, Museu do Futebol, entidades públicas e setor privado. Os representantes foram apresentados em evento no Museu do Futebol, em São Paulo, nesta terça-feira. Após 180 dias de trabalho, o grupo vai apresentar um relatório com as medidas propostas. A iniciativa conta com o apoio do Museu do Futebol e da Federação Paulista de Futebol. Em algumas áreas, como na região norte da cidade, os campos de várzea lutam para sobreviver. 

"Nossa ideia é envolver todas as secretarias em torno do futebol de várzea, que se tornou uma questão social. Vamos fazer um inventário dos campos e propor o tombamento dentro da lei", afirmou Cacá Camargo, secretário de Esporte, Lazer e Juventude do estado de São Paulo.

Segundo a Liga Paulistana de Futebol Amador, somente na capital de São Paulo existem aproximadamente 400 campos e 1.440 times registrados na entidade. "Um dos principais problemas do futebol várzea é a expansão imobiliária. Precisamos criar espaços para que ele seja preservado", afirmou Artur Verder, presidente da Liga Paulista de Futebol Amador. 

O grupo foi criado por meio de um decreto estadual, publicado no dia 25 de setembro, que estuda a preservação dos campos de várzea e reconhece a modalidade como uma plataforma de inclusão social. 

O futebol de várzea foi responsável por revelar grandes craques do futebol brasileiro, mas perdeu espaço nas últimas décadas. Ex-atletas como Zé Roberto, Cesar Sampaio e Serginho Chulapa e jogadores atuais como Ricardo Oliveira e Elias, ambos do Atlético Mineiro, são alguns representantes do futebol varzeano. 

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