Governo paulista vai bancar 20 mil lugares no Itaquerão

Para ter uma arena em São Paulo com capacidade para receber a abertura da Copa de 2014, o governador Geraldo Alckmin decidiu bancar a diferença de 20 mil lugares necessária para que o novo estádio do Corinthians possa ser a sede do jogo inaugural do Mundial. Isso custará cerca de R$ 70 milhões aos cofres públicos, valor que não está dentro do orçamento de R$ 820 milhões estipulado pela construtora Odebrecht para a construção do Itaquerão.

PAULO FÁVERO, Agência Estado

20 de julho de 2011 | 18h44

Carlos Armando Paschoal, diretor superintendente da Odebrecht, confirmou a informação. "Isso não está nos R$ 820 milhões. Não está no nosso contrato. Vai ser uma obra a ser contratada pelo governo do Estado de São Paulo", garantiu o executivo, em entrevista à rádio CBN. Ele explicou que o valor da obra está previsto para uma arena de 48 mil lugares, incluindo toda a estrutura de camarotes e dentro do padrão Fifa para uma abertura de Copa.

Desde o princípio, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, disse que não pagaria a diferença para ter um estádio de abertura de Copa. O principal entrave era a capacidade, já que a Fifa exige pelo menos 65 mil lugares. No clube, todos entendiam que o custo de se manter uma arena maior do que 48 mil lugares era inviável. Assim, a solução encontrada para ter o jogo inaugural do Mundial foi convencer o governo estadual a bancar a estrutura provisória.

"O que o Estado vai fazer é dar apoio logístico ao evento de abertura da Copa e não ao estádio do Corinthians. Após a realização dos jogos, essa estrutura será retirada. Nenhum parafuso dessa estrutura provisória ficará com o Corinthians", explicou Emanuel Fernandes, secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento e coordenador do Comitê Paulista da Copa de 2014, ao confirmar o gasto com os 20 mil lugares extras do Itaquerão.

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