Governo pede a saída de Kia Joorabchian

A Coordenadora Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego, Hebe Teixeira Romano, pediu na quinta-feira que a Polícia Federal notifique o iraniano Kia Joorabchian, responsável pela empresa Média Sports Investiment Group (MSI) - dona de 51% do lucro líquido auferido pelo Corinthians pelo prazo de 10 anos - a deixar o Brasil por exercício ilegal de gestão.Segundo ela, embora ele tenha entrado legalmente no país portando um passaporte inglês com visto de negócio, o novo homem forte do Corinthians não tem qualquer tipo de autorização do Ministério do Trabalho e Emprego ou registro na Polícia Federal que o autorize a assinar documentos ou fazer gestões pela empresa que se associou ao clube. Romano sustenta que por essa razão, o contrato entre o MSI e o Corinthians é nulo.No ofício encaminhado ao delegado Paulo Roberto Ornelas de Linhares, Coordenador Geral de Polícia de Imigração do DPF em Brasília, Hebe Teixeira Romano anexa documentos "comprovando que o estrangeiro Kia Joorabchian, apesar de não possuir autorização de trabalho emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, está assinando documentos em nome da empresa MSI - Média Sports Investiment Group, o que configura ilegalidade, pois tratam-se de atos de gestão cuja prática está restrita a trabalhadores permanentes devidamente autorizados".A Coordenadora Geral de Imigração explica que o visto apresentado pelo iraniano veda a prática de gestão em empresas brasileiras, o que, conforme ressalta, é o caso do Corinthians, que está inscrito no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e atua como uma empresa comercial qualquer. "A Polícia Federal deve notificá-lo e pedir que deixe o Brasil. Se ele (Joorabchian) quiser voltar ou tornar legal o contrato firmado com o clube e os atos da empresa, terá de fazer isso através de um procurador legalmente nomeado ou então pedir uma autorização específica de gestão no Ministério do Trabalho e Emprego. Mas antes deve deixar o país", disse Romano.Ilegal - O ministério pede também que a Polícia Federal examine os termos do contrato de gestão exclusiva, em que o clube concede a MSI, por um prazo de 10 anos, gestão exclusiva do departamento de futebol profissional e amador, para as providências cabíveis. O contrato, de dez páginas, levas as assinaturas de Kia Joorabchian e do presidente do Corinthians, Alberto Dualib. No entendimento de Romano, a simples constatação de que o iraniano está trabalhando ilegalmente no país "torna nulo", por extensão, o contrato que tem permitido ao clube e a empresa realizar as contratações milionárias, entre elas a do atacante argentino Carlitos Tevez.

Agencia Estado,

04 de fevereiro de 2005 | 09h14

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