Governo tenta agilizar volta de corintianos presos em Oruro

Cinco torcedores que seguem em Oruro estão próximos de retornar ao Brasil

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

24 de julho de 2013 | 17h21

BRASÍLIA - Os cinco torcedores corintianos que ainda estão presos em Oruro, na Bolívia, devem ser libertados, de fato, "nas próximas horas", depois de a Justiça boliviana ter autorizado a soltura dos mesmos. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, confirmou a negociação intermediada pelo governo brasileiro para que uma indenização fosse paga à família do adolescente Kevin Espada, morto por um sinalizador usado por torcedores do Corinthians durante um jogo em Oruro, pela primeira fase da Copa Libertadores de 2013.

"Há expectativa de desenlace e libertação nas próximas horas. As providências logísticas para que esses cidadãos possam retornar ao Brasil estão sendo tomadas", informou o ministro. Patriota não quis dizer, no entanto, se os torcedores poderão voltar imediatamente ao Brasil.

Mais cedo, o Ministério da Justiça anunciou que um acordo havia sido feito para que o Corinthians pague US$ 50 mil em indenização à família do jovem morto. A negociação, feita entre a Justiça boliviana e os advogados de defesa do clube, foi intermediada pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público do Distrito de Oruro. Esse pagamento permitiu a libertação dos torcedores.

No início de junho, outros sete corintianos que estavam também presos desde fevereiro foram libertados pela Justiça boliviana e retornaram em seguida ao Brasil. Nesse caso, o juiz da ação criminal concluiu que eles não estavam envolvidos no caso.

Kevin Espada, então com 14 anos, foi atingido por um sinalizador usado pela torcida corintiana durante o jogo entre Corinthians e San Jose, pela Copa Libertadores. O artefato é proibido em estádios de futebol. Algumas semanas depois do caso, um adolescente de 17 anos, que já estava no Brasil, assumiu a culpa pelo disparo, mas não está sendo processado.

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