Governo tenta liberar Marcelinho na Arábia

O Ministério das Relações Exteriores entrou em ação para tentar resolver a situação do jogador Marcelinho Carioca, impedido de deixar a Arábia Saudita, por causa de um impasse com o Al-Nassr, clube que rescindiu contrato em 26 de novembro. A pedido do Itamaraty, o embaixador do Brasil em Riad, Luiz Sérgio Gama Figueira, passou a acompanhar o caso e enviou carta à Federação de Futebol da Arábia Saudita, com o objetivo de dar agilidade à liberação de Marcelinho. Depois de alguns desentendimentos com o clube, o atleta teve o passaporte retido e não recebeu visto para deixar o país. De acordo com a Assessoria de Imprensa do ministério, Marcelinho já esteve várias vezes na embaixada brasileira, em Riad, a capital da Arábia Saudita, na esperança de que sua situação seja normalizada. No Rio, o advogado do jogador, Marcos Motta, está lançando a "Operação Natal", ou seja, quer todo esforço possível das autoridades do Itamaraty e também da Fifa para viabilizar rapidamente a volta de Marcelinho ao Brasil, a fim de que o ex-meia de Corinthians e Vasco possa passar o Natal em família. "Espero uma resposta positiva. Mas, se não der em nada, vou tomar outras providências", disse Motta, frisando que esta sexta-feira deve ser o dia decisivo para o problema ser resolvido. Ele não quis revelar quais seriam seus novos planos. "Fui orientado por pessoas que trabalham para mim na Fifa a ficar calado. Nesta sexta vou me pronunciar oficialmente." Motta havia tentado contato direto com a embaixada brasileira em Riad. "Mas ouvi de um representante da nossa diplomacia que não poderia ?fazer nada?, porque o problema dizia respeito à Federação Árabe de Futebol e ao Al-Nassr." Com a liberação dos documentos de Marcelinho pela Fifa e sem a ajuda da embaixada em Riad, Motta conversou com a sub-chefia do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O Itamaraty, então, passou a acompanhar o assunto. Enquanto isso, o jogador continua sem o visto para viajar e nem sequer comprou a passagem de volta.

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