Grafite continua sem marcar contra rival

O atacante Grafite ainda acredita que um dia fará um gol no Corinthians vestindo a camisa do São Paulo. Nem numa vitória de cinco gols isso aconteceu. Era um sonho na véspera da partida que, por enquanto, foi adiado. "Não saio triste por que, como disse, o mais importante era ver o São Paulo com os três pontos. Confesso que seria melhor se tivesse feito pelo menos um gol. Mas outros São Paulo e Corinthians aparecerão e quem sabe minha estrela brilhe", comentou o jogador, que hoje participou de seu quinto clássico com o rival sem nunca ter perdido - foram três vitórias e dois empates. Para o atacante, os gols do São Paulo marcados no início dos dois tempos foram decisivos para dar tranqüilidade ao time e desestabilizar o adversário. "Conversei com Roger, Carlos Alberto e eles não me pareciam pressionados ou ansiosos pelo resultado. Mas sabíamos da situação difícil e complicada do Corinthians e tínhamos de tirar proveito disso de alguma forma. Foi o que fizemos", comentou. O São Paulo fez cinco gols e poderia ter feito mais. O time desperdiçou algumas oportunidades e ainda tirou o pé quando o placar já era elástico. "O São Paulo jogou com consciência", acrescentou. E se Grafite passou vontade de balançar a rede, Luizão deitou e rolou. O atacante, que se recusou a comentar sobre a partida na véspera, até para não se referir à crise do clube que já defendeu, fez dois dos cinco gols da sua equipe e ajudou a afundar o time. O jogador marcou hoje seu gol de número 250, sendo 27 deles no Pacaembu. Saiu de campo feliz da vida. E fez questão de abraçar o novo técnico, Paulo Autuori, em suas comemorações. "Quando cheguei ao Pacaembu disse para os companheiros que estava na minha casa. E sabia que faria gols no clássico. Felizmente, estava certo", disse. Depois de amargar o banco de reservas com Emerson Leão, Luizão sente-se agora o dono da posição. Ele admite que Tardelli fazia boa temporada, mas que tem sido o escolhido pelo novo chefe. "Ele me chamou para conversar e disse que queria me ver o mesmo de 98, marcando o volante e fazendo gols. Disse que estava mais velho, mas ele seguiu me passando muita confiança." Esta foi a segunda partida seguida que o atacante fez no Campeonato Brasileiro. O bom momento fez até o jogador pedir desculpas pelo seu silêncio durante a semana. Ele explicou que teve dois motivos para isso. Um deles foi evitar comentar sobre a crise do Corinthians. O outro foi pela sua má atuação na partida contra o Paraná. "Aquela foi a pior partida da minha carreira. Até pênalti eu perdi." Sobre a tristeza dos corintianos com a goleada, Luizão preferiu desconversar. "Fiz os gols e os comemorei da minha maneira, batendo no peito. Não provoquei em nenhum momento a torcida do Corinthians, que respeito. O importante é que voltei a jogar bem, a ser Luizão de sempre."

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