Grafite: "Eu não quis provocar"

Ao dizer que gostaria de se sentir ?em casa? no Parque Antártica - e poder "abrir a geladeira e fazer xixi com a porta do banheiro aberta" -, Grafite se tornou o grande personagem do jogo desta quarta-feira. Estará na mira de todos os palmeirenses. O atacante acha que não é para tanto. Disse nesta terça-feira ter sido mal interpretado pelos repórteres na entrevista da véspera. Fez questão de deixar claro para os jornalistas que tentaram entrevistá-lo após o treino. "De uma coisinha assim...", disse ele, usando os dedos para mostrar que se tratava de algo pequeno, "...fizeram um alarde desse tamanho", completou, abrindo os braços. Grafite não quis parar para dar mais depoimentos. Baixou a cabeça e foi para o vestiário. O técnico Paulo Autuori e os dois jogadores que toparam dar entrevistas (Josué e Júnior) saíram em sua defesa. "O Grafite não quis provocar ninguém. Ele foi mal interpretado...", afirmou Josué. Júnior emendou: "Ele se referia ao jogo contra o Corinthians, quando fez do Pacaembu a casa dele. Em nenhum momento ele falou sobre o Palmeiras. Mas as tevês ficam repetindo isso e os jogadores de lá podem entender errado." Autuori falou o seguinte: "Essas coisas extra-campo não servem para ganhar jogos. São apenas detalhes. E os detalhes que ganham jogos são táticos. No mais, é tudo folclore." O superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha, também defendeu o camisa 9 tricolor. "O que o Grafite falou não é desrespeito, é gíria. Essa expressão ?fazer xixi de porta aberta? significa intimidade, não desrespeito".

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