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Grafite foi meio sem querer...

Grafite reconheceu que o gol marcado aos 31 minutos do primeiro tempo, o único da vitória do São Paulo sobre o Santos, no Morumbi, não foi totalmente intencional. "Eu quis resvalar para o Tardelli ou para o Danilo e ela acabou entrando. Não cabeceei com 100% de certeza de fazer o gol, mas a bola entrou. Foi um gol meio inusitado", disse. A receita para a vitória, que deixou o clube a quatro pontos do líder Atlético-PR - 69 a 65 -, o próprio atacante revela: "Defendemos muito, como um time pequeno. Atacamos como time grande, como tem de ser uma equipe como o São Paulo."Foi o 11º gol de Grafite no Campeonato Brasileiro, e agora é o artilheiro do time na temporada com 21 gols, ao lado de Luís Fabiano, que já não está mais no clube. "Valeu pelam luta e pela determinação. Criamos bastante, mas erramos um pouco na hora das finalizações", admite o atacante são-paulino. Para ele, que teve seu nome muito gritado pela torcida após o jogo, foi uma vitória pessoal. Antes criticado, hoje é um dos responsáveis pela reação da equipe comandada por Emerson Leão, que conquistou a quinta vitória consecutiva no Brasileirão."Encaro isso da melhor forma possível. O torcedor é o momento que o time atravessa. Ganhando, a gente consegue trazê-lo de volta. Só que não podemos nos empolgar com isso, e nem nos abalarmos com as derrotas, porque no futebol você vai do céu ao inferno em 30 segundos."O atacante afirmou que, mesmo quando o São Paulo estava a 11 pontos do líder do Brasileiro, os jogadores nunca deixaram de pensar na briga pelo título. "Ainda quando o técnico era o Cuca, ele dizia que com umas três, quatro vitórias consecutivas, a gente entraria na briga. E foi isso que aconteceu. Era um objetivo que já vinha sendo traçado. Essa vitória de hoje (ontem) mostrou a força do nosso grupo. Fico muito feliz por provar a cada dia que o São Paulo tem condição."Depois de cinco jogos sem vencer o Santos, os jogadores do São Paulo não escondiam a satisfação pela vitória. Grafite em especial. "Muito se falou que a gente havia sido eliminado pelo time reserva do Santos na Copa Sul-Americana, mas sabíamos que a gente poderia reverter isso. Jogamos de igual para igual com a chamada equipe titular do Santos. Poderíamos até ter buscado um resultado melhor, mas pecamos nas finalizações", diz Grafite. "O importante é que fizemos o gol necessário para a nossa vitória. O problema é que três jogos seguidos contra a mesma equipe cria esse clima de rivalidade. O Santos era uma pedra no nosso caminho e hoje (ontem) superamos isso. Independentemente se era o time titular ou o reserva do Santos. Vencemos e chegamos perto do nosso objetivo."Porém, o atacante Grafite não está totalmente satisfeito. "Eu não sou um jogador de área", observa Grafite. Ele diz que não tem jogado em sua real posição. "Desde a saída de Luís Fabiano eu tenho atuado mais na área, um pouco diferente das minhas características. Nós sentimos muito a falta de um pivô, com a saída dele (Luís Fabiano). Acho que o Tardelli é o jogador que tem as características mais próximas", sugere Grafite ao técnico Leão, que tem testado Jean e Nildo ao lado do artilheiro do São Paulo no Campeonato Brasileiro.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2004 | 19h47

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