Grafite pronto para barril de pólvora

Oito cartões amarelos, dois vermelhos e muitas jogadas ríspidas no empate de quarta-feira por 1 a 1 foi pouco perto do esperado para o duelo de domingo, novamente no Morumbi, no terceiro round entre São Paulo e Santos, agora pelo Brasileiro. "Pelas provocações, será um barril de pólvora", acredita o atacante Grafite.No duelo que decidirá o futuro das equipes no Campeonato Brasileiro, Elano, desde que acusou Lugano de violento, volta a se encontrar com o uruguaio. Assim como Júnior e Paulo César - se desentenderam nos dois jogos. Fabão deve estar em campo, caso Leão não queira tirá-lo da equipe titular. E o pescador Rodrigo também jogará."Será uma partida tensa", prevê Cicinho. "Um jogo de risco", arrisca Renan. O temor é evidente entre os são-paulinos. Sabem, contudo, que se mantiverem o clima de guerra, terão um amargo fim de ano. O nervosismo já ocasionou na eliminação da Copa Sul-Americana. Falharam demais nas finalizações.Agora, prometem jogar futebol. "Se pensar em bater no Robinho por ele tentar gracinha, vou tomar o drible, uma cana (entre as pernas)", acredita Renan. "O certo é visar só a bola.""A torcida vai querer a vitória a todo custo, não podemos deixar nada influenciar. Futebol é competência", diagnostica Cicinho, alertando o time, apenas, para a falta de pontaria, "Se Deus quiser domingo vamos vencer." Mas sem tumultos. "Sou baixinho, se tiver briga dou migué, abaixo para amarrar a chuteira."Até Rodrigo agora faz papel de bom moço. O zagueiro havia acusado Elano de ter falado demais e ser responsável pelo mau espetáculo quarta-feira. E ainda comemorou seu gol imitando um pescador, alusão ao rival. "Uma noite de sono bem dormido faz a gente acordar legal", justifica, em discurso ensaiado. "E acredito num jogo tranqüilo", prossegue, evitando mais polêmicas.Punição - Leão pediu e a diretoria multará Fabão pela expulsão, descontando-lhe 10% do salário. "Vou trocar uma idéia com ele" diz Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol. "Se infringiu alguma regra, será multado," afirma. "Sou funcionário do clube e o que eles acharem que devem fazer, vou acatar", aceita Fabão.

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