Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Gramado em Temuco não foi testado, mas está em boa condição

Estado visitou palco da estreia do Brasil na Copa América

GONÇALO JÚNIOR / ENVIADO ESPECIAL A TEMUCO, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2015 | 07h00

O engenheiro Claudio Valdivia, administrador do estádio German Becker, olha para o céu antes de responder, mas garante que a arena mais antiga da Copa América vai fazer um bom papel ao receber a estreia do Brasil, domingo, contra o Peru. Como não houve nenhum evento-teste antes do jogo, existe certa preocupação com a drenagem do novo gramado por causa das chuvas seguidas que caem sobre a cidade no sul do Chile. 

No último mês a região registrou a maior quantidade de chuva dos últimos nove anos. “Mesmo com toda a chuva que caiu nos últimos dias o gramado está perfeito”, diz o especialista. 

Durante a visita ao estádio que o Estado realizou, o gramado pareceu realmente em boas condições. Mas a administração reconhece que não houve tempo para um jogo para testar o gramado. 

A confiança da organização reside em uma tecnologia inovadora, a mesma usada no Estádio Nacional de Santiago, que será palco da final, e também na sede Concepción. Logo abaixo da grama existe uma camada de areia em toda a extensão. Segundo os especialistas, o piso arenoso favorece a drenagem, absorção e o escoamento da água. Mesmo que continue a chover constantemente até a hora do jogo, a expectativa é de que o gramado não tenha poças. 

Depois de uma reforma de US$ 4 milhões (R$ 12,4 milhões), o estádio com capacidade para 18 mil lugares passou ontem pelos últimos ajustes, concentrados principalmente na limpeza. Ainda há ingressos para a partida. Na fase de grupos, os bilhetes para os jogos do Brasil custam de R$ 75 a R$ 413. 

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