Maurício de Souza/AE
Maurício de Souza/AE

Grandes clubes de São Paulo juntam forças em reunião

Times querem defender seus interesses em negócios com a televisão; Santos decide mandar jogos no Morumbi

Alex Sabino, Jornal da Tarde

29 de maio de 2009 | 20h11

Na reunião entre os presidentes dos quatro grandes clubes paulistas, nesta sexta-feira, ficou acertada a criação de um bloco para defender os interesses de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos no futebol brasileiro.

 

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"É o Quarteto de Alexandria", definiu o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, citando romance do escritor inglês Lawrence Durrell. Mas, durante o almoço que aconteceu no CT Rei Pelé, em Santos, os dirigentes se referiram ao grupo como "Super G-4".

 

"As pessoas devem refletir sobre este gesto. Os quatro cidadãos que estão sentados aqui representam a totalidade do futebol paulista. São os times que têm representatividade. O resto não existe", disse o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.

 

A iniciativa foi do encontro foi do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, e superou até a descrença do mandatário do Corinthians, Andrés Sanchez, que chegou com cara de poucos amigos e, quando foi perguntado sobre o assunto da reunião, respondeu de forma seca: "Ainda não sei."

 

Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians vão buscar os mesmos interesses na hora de negociar os direitos de televisão, que representam a maior parte da receita dos clubes. Ficou acertado também que serão tomadas ações de marketing conjuntas - entre elas, a criação de um logotipo para os clássicos entre as equipes. Por sugestão de cartolas do São Paulo, as quatro diretorias também atuarão em conjunto contra a pirataria de camisas.

 

A entrevista coletiva dos presidentes ocorreu por decisão de Marcelo Teixeira. A ideia inicial era que cada presidente fizesse apenas um pronunciamento antes do almoço reservado. O temor era que as perguntas girassem apenas em torno do Morumbi. E foi exatamente o que aconteceu.

 

Foi quando ocorreu a única rusga do evento. Já bem humorado, Andrés Sanchez disse considerar, no futuro, a possibilidade de mandar jogos do Corinthians no estádio do São Paulo. Mas, como as perguntas se repetiram, ele perdeu a paciência. "Vamos deixar de ser hipócritas. Vocês querem que eu repita o que já disse antes? Eu não jogo no Morumbi! Pode ser que isso mude depois. Mas neste ano não jogo no Morumbi!" "O peixe (que seria servido no almoço) e a conversa podem mudar isso", apressou-se em dizer Marcelo Teixeira.

 

Foi o único incidente que fugiu da cordialidade que dominou o encontro. Juvenal Juvêncio nem perdeu a chance de cutucar de forma jocosa o rival corintiano, ao lembrar que ele pediu ingressos para o show de Madonna realizado em dezembro no Morumbi. E foi atendido.

 

"Se esses quatro times se entenderem, está resolvido o problema. Futebol é emoção. Para os grandes, o pedaço maior. Essa é a divisão democrática", completou Juvenal Juvêncio.

 

ESTÁDIOS

Antes mesmo do almoço, o São Paulo ganhou uma boa notícia: o Santos se dispôs a mandar cinco partidas no Morumbi, com taxa próxima de zero. "Já conversamos sobre isso com o Juvenal. Falei também com o Mancini (técnico Vágner Mancini) e ele gostou da ideia", disse Marcelo Teixeira.

 

O assunto Morumbi estava na pauta da reunião, mas não evoluiu. Ficou para o próximo encontro, que deverá ser organizado pelo São Paulo, na semana que vem. Para agradar aos presentes, Marcelo Teixeira manifestou apoio também ao Morumbi como sede do jogo de abertura da Copa de 2014.

 

Oficialmente, Belluzzo também se disse favorável. Mas quer a futura Arena palmeirense como sede de outros jogos. "Encrencar com o Morumbi é uma bobagem. A Arena que vamos construir estará à disposição da Copa, mas não para a abertura do Mundial. Por quê? Não tem tamanho (42 mil pessoas). Queremos receber a Itália em nosso CT e as partidas da seleção italiana na Arena", explicou.

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