Arquivo/AE
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Grandes clubes paulistas vão se reunir em busca de paz e união

Com a reunião nesta sexta-feira na Vila Belmiro, boicote do Corinthians ao Morumbi pode chegar ao fim

SANCHES FILHO, Agencia Estado

28 de maio de 2009 | 18h31

O boicote do Corinthians ao Morumbi pode chegar ao fim na sexta-feira. Esse, provavelmente, será um dos pontos mais importantes da pauta de discussões na reunião entre os presidentes das quatro maiores forças do futebol paulista, que será promovida pelo Santos, na Vila Belmiro. Estarão presentes o corintiano Andrés Sanchez, o são-paulino Juvenal Juvêncio, o palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo e o anfitrião santista Marcelo Teixeira.

 

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"A ideia de promover o encontro partiu do presidente do Santos, Marcelo Teixeira. E o objetivo é pacificar o futebol paulista", revelou nesta quinta-feira a assessoria de imprensa santista. Os quatro dirigentes vão se encontrar no fim da manhã desta sexta, na Vila Belmiro. Em seguida, visitarão o Memorial de Conquistas e, depois, irão almoçar no Hotel Recanto dos Alvinegros, anexo ao Centro de Treinamentos Rei Pelé.

Marcelo Teixeira tomou a iniciativa de promover a pacificação entre os quatro grandes paulistas em razão dos problemas de relacionamento ocorridos no último campeonato estadual. Irritado com a cessão de apenas 5% dos ingressos para o Corinthians no clássico com o São Paulo no Morumbi, Andrés Sanchez chegou a dizer que seu time jamais jogaria no estádio do rival enquanto ele estivesse no cargo.

Outro problema surgiu com a limitação dos ingressos destinados ao Santos no clássico com o Corinthians, no Pacaembu, ainda na fase de classificação do Campeonato Paulista. Após o jogo, Marcelo Teixeira acusou a PM de ter batido na torcida santista e prometeu dar o troco na Vila Belmiro pelo fato de a diretoria corintiana não ter liberado o tobogã aos santistas.

Naquele clássico, o presidente do Santos e seus acompanhantes ainda foram acusados de atirar uma lata de refrigerante nos torcedores corintianos, além de tentar quebrar com pontapés o vidro do camarote do Pacaembu e de ter desrespeitado o adversário fazendo gestos obscenos e gritando que o Corinthians é time de segunda divisão.

Apesar das desavenças recentes, é provável que da reunião surja um bloco forte para exigir que as cotas de transmissão dos jogos sejam revistas. A alegação é que a crise econômica mundial atingiu o futebol, reduzindo quase a zero as transferências de jogadores para a Europa. Sem a fonte principal de arrecadação, os clubes pedem socorro à televisão.

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