Grandes da Itália brigam pela contratação de Jorginho

O Milan, de Robinho, já ofereceu R$ 12,1 milhões para ter o brasileiro do Verona

Luís Augusto Mônaco, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 14h44

SÃO PAULO - Janeiro foi um mês agitado para o presidente do Verona, Maurizio Setti. Enquanto a janela de transferências esteve aberta, raro foi o dia em que um clube não o procurou para tentar contratar Jorginho. O Milan ofereceu 4,5 milhões (R$ 12,1 milhões), a Lazio se dispunha a pagar 4 milhões (R$ 10,8 milhões), Fiorentina, Inter e Napoli também fizeram consultas, sem falar do Arsenal e de russos e alemães. A todos a resposta foi a mesma: Jorginho não sai antes do fim da temporada porque o time tem boas chances de subir para a Série A.

O Verona está em terceiro lugar, atrás de Sassuolo e Livorno. Os dois primeiros serão promovidos, e os times que ficarem de terceiro a sexto disputarão mais uma vaga num playoff. O que faz do catarinense um jogador tão cobiçado é sua versatilidade. Ele se sente à vontade tanto como cabeça de área quanto como o homem mais ofensivo do meio de campo. "Quando jogo na frente da defesa, tento roubar a bola e depois dar no máximo dois toques. Quando jogo mais à frente, procuro driblar, tabelar e chutar a gol."

Nesta temporada ele tem jogado mais como primeiro volante, e vem mostrando ser um tremendo ladrão de bolas. No jogo contra o Crotone, por exemplo, roubou nada menos do que 37. O meia brasileiro Caetano Calil, que o enfrentou nessa partida, só tem elogios para Jorginho. "Ele é rápido, inteligente, marca limpo e sabe jogar quando tem a bola. O pessoal gosta muito dele aqui na Itália."

Seu rendimento chamou a atenção de Devis Mangia, técnico da seleção Sub-21. Ele foi convocado para o amistoso com a Espanha em novembro - apenas um mês depois de ter obtido a cidadania italiana -, treinou com o time, mas na última hora não pôde jogar por uma questão burocrática. "Consegui me naturalizar por ter um trisavô italiano, mas para a Fifa eu precisaria ter um bisavô nascido aqui para jogar pela Itália. Agora estamos tentando conseguir a autorização com base no tempo de residência que tenho no país. A Fifa exige dois anos, e tenho cinco."

Se a situação for resolvida logo, ele deverá defender a Azzurra no Europeu Sub-21. Pode ser o início de uma trajetória na seleção italiana. Cesare Prandelli, o treinador da equipe principal, deu entrevistas recentemente elogiando o futebol de Jorginho e dizendo que o observa. 

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