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Rubens Chiri / São Paulo
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Robson Morelli
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Grandes de São Paulo deixam a desejar neste começo de Brasileirão

Palmeiras, Santos e Corinthians têm uma vitória cada em três rodadas, enquanto São Paulo não fez gol sequer

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2021 | 05h00

Numa rápida olha para a parte de cima da tabela do Brasileirão, procuro, mas não acho, os grandes times paulistas, sempre cotados para ganhar a competição. Após três rodadas das 38, as equipes de São Paulo estão em baixa. O Palmeiras é o grande mais bem colocado, quase na dobra da classificação, em oitavo. No Estado, quem dá as cartas é o Red Bull Bragantino, em sétimo antes de enfrentar (20h30) o Fluminense no domingo. Todos os outros paulistas estão abaixo do Palmeiras. O pior deles é o São Paulo, que foi a Belo Horizonte e perdeu a segunda: 0 a 1 diante do Atlético-MG. Hernán Crespo já sacou que o Brasileirão é mais difícil do que o Argentinão e mais ainda do que o Italianão, onde fez carreira como atacante de Parma e Inter.

O São Paulo ganhou o Paulista e fez muita gente feliz. Fazia tempo que perseguia a taça, desde 2005. O esforço no Estadual cobra agora seu preço. O time ainda não se acertou no Nacional. Tem jogadores machucados, desgastados, alguns sem ritmo e outros de partida para os Jogos Olímpicos. Crespo também está aprendendo que o futebol no Brasil não para quando a seleção entra em campo, diferentemente dos tempos em que era jogador.

Muricy Ramalho deve ainda estar assoprando na orelha do treinador que no Brasileirão só tem jogo duro, sem previsão de véspera. Dos 20 participantes, uns quatro ou cinco são, teoricamente, mais fáceis. Os demais são pedreiras anunciadas. Daí a conta de padeiro na disputa: ganhar em casa e somar ao menos um pontinho fora. A sequência de empates não é uma boa num torneio de 38 rodadas. Mas vale arriscar para somar três pontos a atuar com na defensiva para obter um.

O São Paulo esteve melhor nas edições recentes do Nacional. Em 2020, após três jogos, ocupava a 11.ª posição. Mas em 2019, era terceiro colocado. E em 2018, sétimo. Tirando o começo melhor há dois anos, está na média.

Ocorre que o torcedor tricolor estava empolgado. Queria pegar embalo na conquista do Paulista. Não deu ainda. E há duas maneiras de enxergar a campanha. A primeira, e legítima, diz respeito aos poucos jogos realizados. O Brasileirão começa a apontar tendências após seis ou sete rodadas. Daí sim os pelotões se formam. Uma outra forma de avaliar o time está na força dos concorrentes. Há quem aponte para os primeiros colocados e dizem que são todos “cavalos paraguaios”. Não vão suportar a força e pressão da longa disputa. Algumas certezas estão sacramentadas no Brasileirão. Uma delas é que todos os times emperram e caem de produção ao longo da temporada.

Esperava-se mais também do Palmeiras, que soma quatro pontos em nove possíveis, com uma vitória, uma derrota e um empate. O time derrapa em 2021 como não derrapou no ano anterior, fazendo com que seu treinador, Abel Ferreira, antes ovacionado, tenha de explicar as derrotas.

O torcedor também esperava mais. A pressão tende a aumentar porque o Palmeiras só tem o Brasileirão e a Libertadores no calendário, já que caiu na Copa do Brasil.

O Corinthians, por exemplo, tem a mesma campanha do Palmeiras, mas com um time inferior, sem dinheiro para reforços e com um novo treinador, Sylvinho, tentando tirar leite de pedra para somar pontos. Os rivais empataram no sábado em duelo no Allianz Parque: 1 a 1. O Corinthians pode sentir mais a disputa pela fragilidade de seu elenco. Em 2018, após três jornadas, era segundo colocado. No ano passado, 16.º.

Também com quatro pontos em três jogos, o Santos faz campanha começando do zero, com grupo de garotos sob o comando de Fernando Diniz. Vai penar se não engrenar.

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