Sergio Neves/Estadão
Sergio Neves/Estadão

Grandes derrapam e podem ver etapas finais dos Estaduais do sofá

Nos quatro cantos do País, bola vem punindo má preparação de seus gigantes, como Corinthians e Botafogo

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2014 | 11h00

SÃO PAULO - Acostumado a reunir os grandes times nas fase decisivas, neste ano as competições regionais podem ver muitas equipes de tradição, com camisas fortes, ficar pelo caminho, com seus jogadores sentados no sofá batendo palmas para os rivais. O Corinthians, maior campeão Paulista, com 27 títulos, e o Botafogo, mais bem colocado do Rio no Brasileirão passado, são dois exemplos dessa situação.

Dirigido por Mano Menezes, o Corinthians largou bem no Paulistão, com duas vitórias. A euforia, porém, deu lugar à preocupação com quatro derrotas seguidas e dois empates. O time flertou com a zona de descenso, figurou na lanterna de sua chave e hoje, após três vitórias seguidas, ainda precisa secar Botafogo e Ituano, que estão à sua frente mesmo com uma partida a menos.

CARIOCÃO

No Cariocão, este ano com regulamento diferente também, com todos se enfrentando dentro do grupo para a classificação dos quatro primeiros, o Botafogo ocupa apenas o sexto lugar, não encanta e provavelmente também não chegará. Vale lembrar que o clube de General Severiano priorizou a Libertadores em algumas rodadas e pagou o preço da derrota. Quem também capenga no Estadual do Rio é o Vasco, último classificado, mas que não embala na competição, vive numa gangorra e, em quarto lugar, ainda sofre pressão do Volta Redonda.

Se no eixo Rio-São Paulo a possibilidade de frustração de um gigante é enorme, nos outros dois grandes Estaduais do calendário, o Mineiro e o Gaúcho, Cruzeiro, Atlético, Internacional e Grêmio nadam de braçadas. Mas a decepção fica para as terceiras forças de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Acostumado a fazer sombra, o América-MG caminha para a Segunda Divisão. A equipe é penúltima colocada.

No Sul, outro que costuma desbancar um dos grandes e se colocar nas finais do campeonato, o Juventude parece ter perdido o encanto. Na chave do líder Colorado, amarga apenas a sexta posição, de oito possíveis, 16 pontos atrás. A briga também é contra o descenso.

OUTROS ESTADOS

Quem pensa que nos outros cantos do País a ordem está estabelecida, também se engana. Em Curitiba, o Atlético optou em disputar o torneio local com seu time Sub-23, priorizando a Libertadores. Ocore que isso não deu certo e hoje o Furacão também estaria a caminho da degola, chorando a incômoda 10ª colocação. O Paraná figura apenas em sexto.

No Campeonato Goiano, fazer prognósticos de título é colocar Goiás, Atlético-GO e Vila Nova em condições iguais pelo briga da taça. O Goiás cumpre bem seu papel de protagonista. Lidera sua chave e certamente estará nas semifinais. Acontece que teria a companhia, neste momento, de Anapolina, Trindade e Aparecidense. O Atlético-GO é só o terceiro no grupo e o Vila, o quarto. Eles têm quatro rodadas para evitar o vexame.

AVAÍ

Em Santa Catarina, o maior campeão é o Avaí, dono de 16 troféus - três apenas nos últimos cinco anos. Em 2014, contudo, está bem diferente e o time do tenista Gustavo Kuerten corre para se salvar. Em nove rodadas, foram apenas sete pontos somados. Ocupa a oitava colocação entre dez equipes. Pior, com a mesma pontuação dos lanternas Juventus e Atlético Ibirama.

Até no Nordeste, os favoritos naufragam. Bahia e Náutico, por exemplo, não foram além da primeira fase da Copa do Nordeste. E no Campeonato Cearense, o tradicional Ferroviário foi rebaixado com apenas 18 de 48 pontos possíveis. 

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