Arquivo Estadão
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Grandes jogos da Copa do Mundo de 1930

Empurrado pela torcida, o Uruguai vira diante da Argentina na decisão

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

Bicampeã olímpica - 1924 e 1928 -, a seleção uruguaia teve o direito de ser sede da primeira edição de uma copa do mundo, que não teve fase eliminatória e só contou com 13 equipes, pois os vários representantes europeus, como as poderosas Inglaterra e Alemanha, não quiseram enfrentar as longas viagens de navio a vapor. A seleção brasileira, por causa de uma briga política entre as federações de São Paulo e do Rio, só foi representada por jogadores dos times cariocas. Craques como Friendenreich, Feitiço e Del Debbio, que jogavam em clubes paulistas, ficaram de fora.

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URUGUAI 4 X 2 ARGENTINA

A 'Celeste Olímpica' ganhou aquela Copa com certa facilidade. O jogo mais complicado foi exatamente a final, diante dos rivais argentinos, que terminaram o primeiro tempo em vantagem no placar por 2 a 1, com gols de Peucelle e Stábile, que foi o artilheiro do Mundial. Dorado fez o dos uruguaios. Mas empurrados por seus fanáticos torcedores, os uruguaios buscaram a virada com gols de Cea, Iriarte e Castro e o técnico Alberto Suppici pôde levantar a taça "Vitória às Asas de Ouro". 

ARGENTINA 6 X 3 MÉXICO

O primeiro sinal de que a seleção argentina seria um bom obstáculo ao favoritismo uruguaio na Copa de 1930 foi dado logo na segunda rodada. Liderados pelo artilheiro Guillermo Stábile, autor de três gols, os argentinos não deram chance para os mexicanos. Em 17 minutos de jogo, o placar já era 3 a 0 a favor dos "hermanos". Os mexicanos esboçaram uma reação ao final do primeiro tempo, ao diminuir o placar, mas mais dois gols em dez minutos acabaram de uma vez com o entusiasmo. Até hoje, este duelo está na lista dos jogos com mais gols na história das copas do mundo.

URUGUAI 6 X 1 IUGOSLÁVIA

A semifinal entre Uruguai e Iugoslávia foi vista pelo maior público da Copa de 1930: 79.867 foram ao estádio Centenário, em Montevidéu. Parecia que o público sabia que uma grande exibição seria feita pelo grande selecionado uruguaio. Mas os primeiros momentos foram complicados para os anfitriões. Vujadinovic, com quatro minutos de jogo, abriu o placar, abalando o favoritismo uruguaio. Tudo poderia ter sido diferente se o juiz brasileiro Gilberto de Almeida Rêgo não tivesse anulado um segundo gol iugoslavo aos nove minutos. Mas os uruguaios acordaram. Liderada por Pedro Cea, autor de três gols, a Celeste Olímpica atingiu a goleada, apesar das reclamações iugoslavas em pelo menos dois gols.

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