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Grandes jogos da Copa do Mundo de 1958

Brasil cresceu na reta final do torneio, com vitórias por 5 a 2 sobre França e Suécia

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

O Mundial da Suécia não contou apenas com massacres da seleção brasileira. Até as semifinais, a única vitória mais elástica do Brasil havia sido na estreia, com os 3 a 0 sobre a Áustria. Entretanto, o melhor estava guardado para o fim, com goleadas sobre França e Suécia na semi e na final, respectivamente.

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Brasil 5 x 2 França

A vitória sobre os franceses que levou a seleção brasileira à final da Copa foi um jogo memorável. Em campo, duas equipes que preferiam o futebol ofensivo, ainda que corressem risco. A diferença de três gols pode dar a impressão de que o jogo foi fácil para o Brasil. No primeiro tempo não foi. A França também  criou várias chances e só não complicou porque o goleiro Gylmar e os zagueiros Orlando e Bellini estavam inspirados.

Além disso, o Brasil tinha Pelé e Garrincha em grande tarde. Vavá foi o matador de sempre. Didi minava a confiança dos adversários com dribles desconcertantes. Isso fez a diferença.

Vavá marcou logo aos 2 minutos, aproveitando passe de Didi após saída errada dos franceses. Mas aos 8, Fontaine entrou por trás da zaga e empatou- foi o primeiro gol que o Brasil tomou na Copa. O primeiro tempo se manteve equilibrado até Didi acertar uma bomba no ângulo, aos 39 minutos.

Na etapa final, o Brasil deslanchou diante de uma atônita França. Pelé, aos 7, aos 19 e aos 29, marcando com o pé direito e com o esquerdo, construiu a goleada e a passagem à decisão. Piantoni até dminiu aos 39, mas naquela altura as 27 mil pessoas que estavam no estádio Rasunda só viam, e aplaudiam, uma equipe em campo: o Brasil.

Suécia 2 x 5 Brasil

Após eliminar a Alemanha na semifinal e contando com o apoio incondicional da torcida, a Suécia passou a acreditar que poderia ser campeã mundial. Respeitava o Brasil de Pelé, Garrincha, Didi e cia., mas tinha fé de que o fator casa faria diferença.

O problema é que era praticamente impossível parar o Brasil. As grandes atuações da seleção a partir das quartas começaram a chutar para longe o "complexo de vira-latas'' e o time entrou confiante para a decisão.

Nem mesmo o gol de Liedholm aos 4 minutos abalou a equipe. Didi, então, foi ao fundo do gol pegar a bola e caminhou tranquilo e confiante com ela até o meio de campo. Foi a senha para o time reagir. Logo Vavá empataria (9 minutos). Pouco depois, aos 32, ele viraria.

A torcida sueca se rendeu. Em campo, o time anfitrião também. Aí, no segundo tempo só deu Brasil. Pelé marcou um golaço com direito a chapéu no goleiro para fazer o terceiro. Zagallo enfim fez seu gol na Copa. O segundo gol sueco, marcado em posição de impedimento por Simonsson, apenas serviu de consolo para os donos da casa. Pelé ainda usaria a cabeça para fazer o quinto. E finalmente a taça, levantada por sobre os ombros por Bellini num gesto que se tornaria eterno, era do país do futebol.

NÚMEROS DA COPA

16 seleções participaram da Copa

126 gols foram marcados, em 35 partidas

3,6 foi a média de gols por jogo

23 gols fez a França em seis jogos, o melhor ataque

13 gols marcou o artilheiro Just Fontaine

919.580 pessoas foi o público pagante

Checoslováquia 6 x 1 Argentina foi o placar com maior diferença

França 7 x 3 Paraguai foi o jogo com mais gols

Brasil 0 x 0 Inglaterra, foi o primeiro jogo sem gols da história das Copas

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