Jonne ROriz/Estadão
Jonne ROriz/Estadão

Grandes jogos da Copa do Mundo de 2006

A fatídica final entre Itália e França e as eliminações de Brasil e Argentina nas quartas de final marcaram o torneio

Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

A exemplo do que havia ocorrido quatro anos antes, a Copa do Mundo de 2006 foi cercada de expectativa por reunir grandes craques que à época brilhavam no futebol europeu à época em suas seleções. A despedida de um derrotado Zidane que havia brilhado contra o Brasil e a queda da seleção da Argentina foram os destaques daquele Mundial.

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ITÁLIA 1 (5) x (3) 1 FRANÇA

Não há como evitar a redundância e deixar de citar a final do Mundial como a partida de maior destaque do torneio em 2006. Por tudo o que já foi mencionado, mas também porque, antes de decidirem o troféu nas penalidades e de Zidane chocar o mundo ao abalroar um oponente com sua careca lustrosa, italianos e franceses faziam um confronto disputado no Estádio Olímpico de Berlim.

Logo aos 5 minutos, o árbitro argentino Horacio Elizondo marcou pênalti bastante duvidoso de Materazzi em Malouda. Na cobrança, de cavadinha, Zidane infartou metade do seu país natal com a bola que tocou no travessão, mas quicou dentro do gol de Buffon. O empate viria aos 19, com Materazzi escorando de cabeça o escanteio batido por Pirlo.

Aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, os autores dos gols se encontrariam na fatídica agressão, captada pelas câmeras de TV – uma associação de advogados franceses chegou, inclusive, a entrar com uma ação contra o suposto uso do vídeo pelo quarto árbitro da partida, que teria informado Elizondo da cabeçada. Interferência externa, como se percebe, não é assunto atual, apenas.

BRASIL 0 x 1 FRANÇA

A seleção brasileira vinha com bastante embalo e empolgação pela presença do que ficou marcado como o "quadrado mágico" formado por Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, e Adriano - os dois últimos vivendo grande fase por Milan e Inter de Milão. No entanto, Zidane fez a que pode ser considerada a sua melhor atuação contra a nossa seleção, e uma das maiores da história das Copas, para vencer praticamente sozinho a partida - deu o passe para o gol de Henry no segundo tempo, mas fez muito mais do que isso.

ALEMANHA 1 (4) x (2) 1 ARGENTINA

Muita gente pode não se lembrar, mas a eliminação argentina em 2006 foi com Messi o tempo todo no banco de reservas. Hoje pode parecer incrível, mas na ocasião a jovem promessa do Barcelona acabara de completar 19 anos, por isso ainda não era o destaque daquela seleção - eram Riquelme, Sorín, Verón, Javier Zanetti, Crespo e outros, todos comandados por Diego Maradona.

Os gols saíram no segundo tempo. Primeiro, Ayala completou de cabeça um cruzamento de escanteio feito por Riquelme. Depois, os alemães empataram graças ao artilheiro daquele Mundial, Miroslav Klose, autor de cinco gols – oito anos depois, no Brasil, ele balançaria a rede outras duas vezes e se isolaria como o maior goleador da história das Copas. Nas penalidades, o goleiro Lehmann defendeu as cobranças de Ayala e Cambiasso e garantiu a vaga para as semifinais.

NÚMEROS DA COPA DE 2006

Participantes: 32

Jogos: 64

Gols: 147 (2,3 de média)

Vermelhos: 28

Amarelos: 345

Público: 1.545.791 pessoas

Cidades-sede/ estádios: 12

Berlim (Estádio Olímpico), Signal Iduna Park (Dortmund), Allianz Arena (Munique), Zentralstadion (Leipzig), AWD Arena (Hannover), AOL Arena (Hamburgo), Veltins-Arena (Gelsenkirchen), Waldstadion (Frankfurt), Rhein Energie (Colônia), Frankenstadion (Nuremberg), Fritz-Walter-Stadion (Kaiserslautern), Gottlieb-Daimler (Stuttgart)

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