Arquivo/AP
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Grandes seleções da Copa do Mundo de 1958

Além do campeão Brasil, Alemanha, França e Suécia se destacaram no torneio

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

O campeão Brasil não jogou a Copa de 1958 "sozinho". O País teve que superar as fortes seleções de França e Suécia para conquistar o título, em um Mundial que também contou com a poderosa Alemanha, considerada favorita para levantar a taça. Confira abaixo como foi o desempenho dessas grandes seleções na competição.

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ALEMANHA

Campeã mundial quatro anos antes na Suíça, a Alemanha chegou à Copa de 1958 com status de favorita. Isso mesmo a fase pré-Mundial não sendo boa - de dez amistosos, perdeu sete. Mas o time era praticamente o mesmo que vencera a Hungria por 3 a 2 na final em 1954 e ainda contava com dois jovens talentosos: o atacante Seeler e o zagueiro Schnellinger.

A força da seleção era o entrosamento e a experiência dos jogadores. Graças a isso, a Alemanha conseguiu bons resultados, até chegar à semifinal contra os donos da casa. Então, não suportou a pressão e a contusão de seu melhor jogador, Fritz Walker, e caiu. Mas aquela equipe, onde se destavam também o goleiro Herkenrath, o zagueiro Juskowiak e o meia Eckel está entre os melhores do Mundial.

FRANÇA

A seleção francesa chegou à Suécia pouco notada. Não tinha grande tradição e era encarada como coadjuvante. Mas, quando a Copa começou, a França surpreendeu. Liderada por Kopa, um meio-campista inteligente e habilidoso, e por Just Fontaine, um atacante com raro faro de gol, só não foi mais longe porque encontrou o Brasil pelo caminho.

Mas a seleção francesa tinha muito mais do que os dois jogadores. Praticava um futebol bastante técnico e ofensivo. A base da equipe era o forte Reims, vice-campeão da Copa dos Campeões das temporadas 1955/56 e 1958/59.

Máquina de fazer gols - 23 em apenas seis partidas - a equipe que foi à Copa de 1958 foi a primeira grande seleção francesa da história.

SUÉCIA

Em 1956, a seleção da Suécia conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Helsinque, Finlândia. Naquele mesmo ano, a federação de futebol do país passou a permitir que jogadores profissionais atuassem pela seleção. Esses dois fatores permitiram a montagem de um grupo forte para disputar a Copa de 1958, que o país iria sediar.

Além da boa equipe, a Suécia contou com o apoio total dos torcedores. Em algumas partidas, eles levaram megafones, usados ao mesmo tempo para incentivar seus atletas e deixar "tontos'' os adversários.

O fato é que a Suécia tinha bons jogadores como Liedholm, Skoglund, Hamrin, Green e Simonsson.

Com um futebol envolvente, a Suécia passou por Hungria e México e empatou com País de Gales na primeira fase, encabeçando seu grupo. A seguir, eliminou a forte equipe da União Soviética e, na semifinal, despachou a então campeã Alemanha. Para azar dos suecos, porém, o adversário na decisão foi o Brasil...

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