Arquivo/AP
Arquivo/AP

Grandes seleções da Copa do Mundo de 1962

Checoslováquia e Chile deixaram a sua marca no Mundial do Chile

O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

O Brasil percorreu um caminho bastante complicado rumo ao título em solo chileno. A seleção brasileira precisou suar para bater a Checoslováquia na final, com uma vitória de virada, por 3 a 1. Os checos surpreenderam ao chegar longe na competição, uma vez que estavam desacreditados em seu próprio país. Antes da decisão, os brasileiros tiveram que enfrentar nas semifinais o Chile, marcado por um futebol de muita força e virulência.  

Confira a página especial sobre a Copa do Mundo de 2018

INFOGRÁFICO - Brasil, a camisa mais pesada do futebol mundial

ESPECIAL - 15 anos do Penta, nossa última conquista

Saiba um pouco mais sobre essas duas seleções, que estiveram no caminho do Brasil em 1962:

CHECOSLOVÁQUIA

A Checoslováquia chegou à Copa do Mundo de 1962 desacreditada. A seleção era criticada no próprio país e a aposta era de que não passaria da primeira fase, pois caíra num grupo com Brasil, Espanha e México. Os jogadores, então, se uniram com o objetivo de mostrar que os céticos estavam errados.

Com muita garra, disciplina e um futebol simples, mas objetivo, os checos conseguiram se interir na galeria das grandes seleções daquele mundial. Não perderam do Brasil na primeira fase e apesar da derrota para o México, conseguiram o segundo lugar no grupo.

Depois, a Checoslováquia bateu Hungria e a forte Iugoslávia e chegou à decisão. Não foi possível superar o Brasil, mas a seleção voltou para casa de cabeça erguida.

CHILE

É fato que jogar uma Copa do Mundo em casa normalmente deixa uma seleção mais forte. Também é fato que a seleção chilena de 1962 ficou conhecida por intimidar adversários com socos e pontapés - a partida com a Itália foi marcada por uma pancadaria. Sem contar o estranho hábito de consumir comidas típicas do país adversário na véspera dos jogos. Foi assim que comeram queijo antes da estreia contra a Suíça, macarrão antes do jogo com a Itália...

Mas o Chile também tinha bons jogadores. Quando se preocupavam em jogar bola, com a raça que sempre lhes foi característica, os chilenos apresentaram bom futebol. Sanchez, Ramíres, Conteras, Landa, Tobar, juntos, formaram uma equipe competente.

O problema foi que na semifinal o Chile pegou o Brasil. E a feijoada da véspera mostrou-se indigesta quando a bola rolou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.