Fábio M. Salles/Estadão
Fábio M. Salles/Estadão

Grandes seleções da Copa do Mundo de 1990

Mundial da Itália foi um dos piores da história em nível técnico, mas Alemanha, Argentina e Inglaterra até que se salvaram

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

O Mundial da Itália foi um dos piores da história em nível técnico. Várias seleções privilegiaram a marcação, com a escalação de vários volantes. Pouca criatividade. O torneio teve a menor média de gols de um mundial (2,21) e a maior quantidade de empates (e de empates sem gols) da história dos Mundiais. 

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ALEMANHA

Em 1990, a Alemanha reuniu a tradicional disciplina tática com um elemento novo: a técnica e a velocidade de jovens talentos. Essa união tinha nomes famosos no cenário mundial: o capitão Lothar Matthäus, o zagueiro Andreas Brehme e o atacante Rudi Völler e jovens promissores como o centroavante Juergen Klinsmann. No banco, uma lenda. Franz Beckenbauer tinha sua última chance de conseguir o que apenas Zagallo havia conseguido: vencer uma Copa do Mundo como técnico e como jogador. Ele havia sido o último campeão pela Alemanha, em 1974. Disciplina, talento e um técnico competente foram fundamentais para a Alemanha superar o vice-campeonato em 1986. Sem brilho, mas com eficiência, a Alemanha conquistou seu terceiro título mundial. 

 

ARGENTINA

A Argentina chegou ao Mundial para defender o título conquistado no México, mas Maradona, o grande astro da conquista, não estava bem fisicamente. Jogou no sacrifício e isso ajudou a fortalecer o mito. Foi o dono do espetáculo. O Um dos confrontos mais simbólicos foi a semifinal com a Itália. Era o confronto entre os donos da casa diante do rei de Nápoles, cidade que o idolatrava por causa da passagem vitoriosa pelo time napolitano. O goleiro Goycochea defendeu dois pênaltis - ele já havia sido o herói das quartas de final diante da antiga Iugoslávia. A equipe era muito defensiva e chegou à final com o pior ataque de todos os tempos (fez apenas 5 gols). A campanha ilustra como o time se arrastou. No fim foram duas vitórias (URSS e Brasil), três empates (Romênia, Iugoslávia e Itália) e duas derrotas (Camarões e Alemanha). 

INGLATERRA

Depois de uma campanha sofrível na primeira fase com três empates e vitória angustiante diante da Bélgica por 1 a 0 no segundo tempo da prorrogação, a Inglaterra foi a vencedora do melhor jogo da Copa. Nas quartas de final diante de Camarões, a sensação do torneio, os ingleses saíram na frente, tomaram a virada, mas conseguiram a reviravolta. Destaque para a atuação de Gary Linecker, artilheiro da Copa. A vitória colocou o time inglês em outro patamar no Mundial e, com certo exagero, como candidato ao título. O time caiu nas semifinais diante da Alemanha nos pênaltis, mas reviveu os melhores momentos da tradição do English Team, com Paul Cascoigne e David Platt. 

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